Classificação das Línguas
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A forma de classificar as cerca de 250 línguas faladas no Brasil nos ajuda a entender quem são as comunidades falantes, a sua história e as relações entre elas. Aqui na plataforma do INDL você vai poder acessar na página de cada língua identificada diversas informações importantes, entre elas a sua categoria no inventário e sua classificação genética.
Classificação genética
A classificação genética agrupa as línguas de acordo com a uma origem histórica comum. Ela contribui para a compreensão da história das comunidades falantes, como se deram os processos de diversificação das línguas e as relações históricas de contato entre elas. Ao mesmo tempo, saber quais são as línguas mais próximas é um recurso para ações de salvaguarda.
Para realização do Censo das línguas indígenas de 2010, o IBGE, orientado pelo Grupo de Trabalho da Diversidade Linguística e o Iphan, trabalhou com quatro níveis de classificação das línguas: tronco linguístico, família linguística, língua de classificação e língua de identificação.
Categorias do INDL
As línguas no INDL estão organizadas em cinco categorias elaboradas com base na origem histórica e cultural das línguas, mas também pela forma como elas interpretam as mensagens e símbolos. Essas categorias têm o objetivo de facilitar o mapeamento, a pesquisa e a identificação dos diversos falares.

Línguas Afro-Brasileiras:
Línguas de origem africana faladas no Brasil. Exemplos: Gíria de Tabatinga, Língua do Cafundó e variedades Afro-brasileiras do Português Rural.

Línguas Crioulas:
As línguas Crioulas são formadas a partir de uma língua africana e/ou indígena e uma língua de colonização, como o Francês, o Português, o Inglês, por exemplo. Exemplos no Brasil: os Galibi-Marwórno, os Karipuna e os Palikur, que vivem no estado do Amapá e falam uma língua crioula formada a partir do francês, como língua dominante.

Línguas de imigração:
São as línguas introduzidas pelos imigrantes europeus, asiáticos e do Oriente Médio, como Talian, Pomerano, Hunsrükisch, etc.

Línguas de Sinais:
Línguas faladas por comunidades surdas, incluindo pessoas surdas e ouvintes, que utilizam expressões faciais e corporais. Exemplos: Língua Brasileira de Sinais (Libras), Língua de Sinais Urubu-Ka’apor, Língua de Sinais do município de Jaicós do Piauí, etc.

Línguas Indígenas:
São as línguas faladas pelos povos originários do território brasileiro. Exemplos: Guaraní, Kaingáng, Baniwa, Tukáno, Ninam, Maxakalí, Marubo, etc.
