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Wari’

Início Módulo 3 - Comunidade Linguística Wari’

1 - Identificação da Comunidade Linguística

1.2 Projeto

Língua Wari’

1.3 A comunidade linguística pode ser classificada como:

Línguas Indígenas

1.4 Língua do Inventário

Wari’

Indígenas

Identifique a Etnia

Wari'

3 - Caracterização da comunidade linguística

3.1 Histórico

Os Wari’ sempre moravam na região ocidental de Rondônia, entre a Serra dos Parecis e o Rio Mamoré. A primeira menção do povo Wari’ nesta região, então conhecido como os Pacaa-Nova, foi em 1798 pelo engenheiro Col. Ricardo Franco.

Segundo Vilaça (2006), os assentamentos mais setentrionais na memória coletiva do povo ficavam nas cabeceiras dos rios Ribeirão, Mutum-Paraná e Formosa. Os assentamentos mais meridionais ficavam nos afluentes esquerdos do Rio Pacaás Novos, nos rios Dois Irmãos e Novo. A grande concentração das comunidades ficava no Rio Pacaás Novos e seus afluentes direitos, especialmente no Rio Ouro Preto, o Igarapé Santo André e o Rio Negro.

O único contato documentado neste período com outros grupos indígenas da região foi quando povos Kawahiva, especialmente o grupo hoje conhecido como os Uru-eu-wau-wau, atravessaram a Serra dos Parecis no início do século XX e houve vários confrontos entre eles e os Wari’ (Leonel, 1995).

Embora os Wari’ tivessem contatos irregulares com a sociedade não indígena durante o século XIX e o início do século XX, Becker-Donner (1955) menciona que, a partir de 1930, houve vários encontros com seringueiros que se tornaram hostis, resultando em “expedições” punitivas contra os Wari’.

Nos meados da década de 1950, o SPI iniciou uma campanha de contato pacífico com os Wari’, que resultou no seu subsequente aldeamento. A organização evangélica Missão Novas Tribos do Brasil também participou deste processo, ajudando na fundação e gestão dos postos Tanajura e Rio Negro-Ocaia.

Até os meados da década de 1960, todos os grupos Wari’ tinham entrado em contato com a sociedade não indígena. Em 1965, uma missão católica na boca do Rio Guaporé foi estabelecida com o nome Sagarana, e muitos Wari’, especialmente dos grupos terrestres, foram realocados para morar lá com membros de outras etnias da região, como Kanoê e Makurap (von Graeve, 1989).

3.2 Presente

Hoje em dia os Wari’ mantêm relações pacíficas e amistosas com o governo brasileiro. Neste levantamento, identificamos como falantes da língua de referência alguns professores indígenas que trabalham com a língua indígena dentro da sala de aula e também alguns anciões reconhecidos dentro de suas comunidades como grandes conhecedores da língua e da cultura do seu povo.

2 - População da comunidade linguística

2.1 População identificada na pesquisa

1343

2.2 Estimativa da população total

4408

2.3 Observações

O levantamento domiciliar, realizado entre 2014 e 2017, identificou 1343 residentes nas quatro aldeias levantadas. Destas pessoas, 1230 se identificaram como membros de uma das etnias Wari’ por meio do seu sobrenome (Oro Nao’, Oro At, Oro Eo’, Oro Jowin, Cao Oro Waje, Oro Mon, Oro Waram e Oro Waram Xijein). Há várias pessoas indígenas que falam Wari’ que se identificam como membro de outra etnia dado à adoçação da prática brasileira de tomar o sobrenome do pai (nesse caso, a etnia) como sobrenome.

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Os dados da SIASI-SESAI/MS de Rondônia, consultados em 2018, identificam 4.408 indivíduos pertencentes a uma das etnias Wari’, das quais 4.248 mantêm residência em uma aldeia.

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