Metadados
Projeto
Língua do Inventário
1 - Comunidade de Referência
1.1 Número de falantes
15 (2017), considerando o indígena que residia na T.I. Rio Branco e o indígena que mudou-se para a cidade.
Porém com a morte de 03 pessoas (2018-2021), o total em fevereiro/2021 é 12 falantes
1.2 Número de falantes parciais
09 em 2017. Porém, com a morte de 01 pessoa em 2019, o total em fevereiro de 2021 é de 08 falantes.
1.3 Números de não-falantes
64 (considerando todos os residentes na comunidade de referência, indígenas e não indígenas)
58 (considerando apenas os indígenas)
7 - Taxa de Transmissão da língua de referência
7.1 Faixa Etária
Idoso +60
8 - Grau de Transmissão da Língua de Referência
Grau de transmissão da língua
Observações
Há mais de duas décadas, não tem havido transmissão da língua. Os dois falantes (plenos) mais jovens possuem mais de 25 anos.
9 - Escrita e Leitura
9.1 Identificar a existência de grafias
com uma grafia
9.2 Caracterizar as grafias existentes
9.3 Contrastar as grafias existentes
Como descrito acima, a grafia definida por Galucio (2004) foi revisada em 2020, para se adequar ao status da língua na comunidade. Em seu trabalho de Mestrado, orientado por Galucio, Carla Costa apresentou uma proposta de revisão. Essa revisão foi justificada e discutida em Costa (2020) e diz respeito basicamente à grafia de vogais nasais e nasalizadas, que passaram a ser sempre indicadas por til (~) e na representação de vogais longas maiúsculas e minúsculas. Como descrito em Guaratira e Costa (2020), na ortografia elaborada por Galúcio (2004), apenas as vogais fonologicamente nasais eram marcadas com o til . As vogais nasalizadas não recebiam essa marcação, pois o espalhamento de nasalidade era previsto pelos falantes da língua. No entanto, o espalhamento de nasalidade não é previsível para os aprendentes de Sakurabiat como segunda língua. Por esse motivo, na ortografia atual, optou-se por marcar com o til as vogais nasalizadas, bem como as vogais fonologicamente nasais. Dessa forma, uma palavra como /pã.ɾa.ˈɾe/ ‘peneira’, pronunciada [pã.ɾã.ˈɾẽ], era escrita
de acordo com a ortografia de Galúcio (2004) e passou a ser escrita
, conforme a ortografia proposta por Costa (2020).
Outra mudança em relação à grafia de vogais nasais diz respeito à marcação com o til nas vogais nasais longas. De acordo com Galúcio (2004), as vogais longas são representadas ortograficamente por duas letras idênticas, como em /kũːp/ ‘doce’, escrito . No entanto, na representação ortográfica das vogais nasais longas a marcação com o diacrítico til só ocorre na primeira letra. Buscando manter a diferença entre vogais curtas e longas, e vogais nasais e orais, Costa (2020) propõe que as vogais longas nasais sejam grafadas por duas letras idênticas com o acréscimo do til nas duas letras, resultando na seguinte representação da palavra ‘doce’: . Ademais, a autora também propõe que as vogais longas, nasais e orais, sejam escritas por duas letras idênticas tanto na forma maiúscula quanto na forma minúscula. Sendo assim, um texto que inicie com a palavra /ãːpo/ ‘banco’ deve começar da seguinte maneira: ; e não como previsto por Galúcio (2004). No quadro a seguir, temos os fonemas da língua Sakurabiat e suas respectivas representações ortográficas, de acordo com o proposto por Costa (2020).
9.4 As pessoas da comunidade costumam escrever na sua própria língua?
Não
9.6 Há quanto tempo existe o uso da escrita na língua de referência pela comunidade?
Há menos de 25 anos
9.7 Pode-se dizer que existe uma tradição de textos escritos em diferentes gêneros discursivos na comunidade?
Não
9.8 Comente a questão anterior se sua resposta for “sim”:
O livro de narrativas tradicionais Sakurabiat: Mayãp ebõ (GALÚCIO, 2006) e a cartilha de alfabetização (GALÚCIO; SAQUIRABIAR, 2004) são os únicos materiais escritos na língua Sakurabiat.
9.9 As pessoas da comunidade costumam escrever em português?
Sim
9.10 Quais tipos de textos?
Mensagens em aplicativos de comunicação online (whatsapp), pequenos textos de recado.
10 - Paisagem Linguística
10.1 Quais são os principais tipos de textos escritos que costumam estar expostos na paisagem linguística das localidades de ocorrência da língua de referência:
Cartazes, faixas, banners e cartolinas
10.3 Documentos sobre a paisagem linguística
13 - Língua mais frequente
13.1 Língua mais frequentemente usada nas situações cotidianas
Língua 1 – Português | Língua 2 - Sakurabiat
14 - Situação Comunicativa
14.1 Situações comunicativas
Na maioria dos contextos, a língua utilizada é o Português. Os falantes de Sakurabita fazem uso da língua de referência, apenas em contextos em que estão reunidos apenas entre falantes, ou quando a interação envolve um dos falantes da faixa etária acima de 60 anos.
Há vários registros no acervo documental da língua de situações de uso da língua, incluindo músicas, narrativas históricas, narrativas pessoais, narrativas mitológicas, conversas, vocabulário, definição de palavras etc.
14.2 Anexar/ Fazer upload de arquivos no acervo
14.3 Dinâmica dos usos da língua de referência
[1] Uso restrito
14.4 Justificativa e detalhamentos sobre a dinâmica de usos
O uso da língua sakurabiat é bastante restrito. Em conversas cotidianas é utilizado basicamente com a geração de adultos idosos (acima de 60-70 anos de idade) ou em encontros de adultos falantes, especialmente com não há a presença de jovens e crianças que não entendem a língua. Por outro lado, no dia-a-dia a língua é sempre usada em situações de comando curtas, ou intercalada com português. Na escola, a professora tenta ensinar a língua, mas como ela também é não-falante, seu foco maior é na escrita.
15 - Usos linguísticos especiais da língua de referência
15.1 Uso linguístico especial
Narrativas mitológicas
15.2 Descrição das características formais e dos conteúdos
Essas narrativas contêm diálogos em várias vozes: a voz do narrador e a voz dos personagens. O uso de discurso direto para reportar a voz dos personagens é uma característica marcante desse uso. São narrativas longas, que requerem, além do conhecimento do enredo, memória acentuada para recordar os detalhes da trama.
15.3 Situações sociais de ocorrência
Essas narrativas costumavam ser contadas à noite, quando todos estavam reunidos, e podiam passar de um dia ao outro.
15.4 Documentação associada ao uso linguístico especial
16 - Caracterização da situação atual dos usos linguísticos especiais
16.1 Proporção de indivíduos que conhecem o uso linguístico especial
Poucas pessoas
16.2 Frequência atual do uso linguístico especial
Menos do que antigamente
16.3 Situação da transmissão do uso linguístico especial
Não há pessoas aprendendo
17 - Atitudes linguísticas da comunidade
17.1 Grau de atitudes dos falantes com relação à língua de referência
Observações
Observações: Como dito anteriormente, a situação de perda linguística vivenciada pelos Sakurabiat vem se constituindo há algumas décadas e atualmente há uma situação de alta vulnerabilidade e pouca vitalidade da língua. O processo de perda e mudança linguística no caso dos Sakurabiat foi relativamente gradual e envolveu fatores sociolinguísticos já conhecidos na literatura, como redução populacional, devido, sobretudo, a doenças, marginalização e/ou repressão, espaço de uso reduzido, quebra na cadeia de transmissão, o que resulta em número reduzido de falantes e concentração desses falantes entre pessoas com idades avançadas. Como demonstrado nas demais seções, a língua Sakurabiat não está sendo ensinada/aprendida e nem está sendo usada como veículo regular de comunicação na comunidade. Porém, é reportada unanimemente pelos membros da comunidade a vontade de que a língua volte a ser aprendida pelas crianças e jovens. Existe um processo de resgate cultural e linguístico, iniciado pelos Sakurabiat desde 2015 e impulsionado pela participação de três jovens adultos que iniciaram o curso de formação de professores indígenas, III Etapa do Projeto Açaí, desenvolvido pela Coordenação Geral do Núcleo de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia. O processo de valorização da língua e cultura tradicionais foi motivado especialmente pelas atividades realizadas durante o curso de formação de professores que demandavam conhecimentos específicos dos alunos sobre costumes, tradições e línguas de seus respectivos povos, assim como pela demanda específica de ensino da língua tradicional na escola indígena da aldeia, como parte do currículo escolar formal. Essas situações concretas que impulsionaram o processo de resgate linguístico e cultural refletem também um “acordar” do povo para a importância da valorização e manutenção desses conhecimentos. O resgate cultural e linguístico de iniciativa dos professores Sakurabiat está sendo desenvolvido no contexto escolar. Em um primeiro momento, eles identificaram que muitos conhecimentos e costumes tradicionais não estavam sendo repassados, então organizaram atividades que pudessem servir para recuperar o conhecimento. Motivar as pessoas da comunidade para a valorização da cultura foi um primeiro desafio. No contexto específico da educação escolar indígena, pelo menos desde 2017, está ocorrendo a tentativa de resgate linguístico, por meio de atividades com a participação de falantes de Sakurabiat, que residem na mesma aldeia onde está localizada a escola. Entre essas atividades está a contação de histórias tradicionais, seja com base no livro de histórias tradicionais, Galúcio, 2006, seja com base no conhecimento ativo dos falantes adultos da aldeia, especialmente o pai da professora. O reforço da importância da língua Sakurabiat e da sua aprendizagem acontece nas atividades cotidianas da escola, como o incentivo à utilização de palavras em Sakurabiat dentro e fora da escola. No contexto escolar, há também uma ênfase no estudo da língua escrita, possivelmente motivado pelo status elevado dessa modalidade da língua entre os Sakurabiat, Costa; Galúcio, 2018. Uma das demandas do grupo foi por material didático para ensino da língua na escola, conforme descrito em Costa, 2020, a qual reporta que a vontade de aprender a falar a língua para se comunicar e, dessa forma, reafirmar a identidade étnica do povo é manifestada por diversos membros da comunidade, embora algumas pessoas considerem que a retomada da língua para uso como veículo de comunicação cotidiana não seja mais possível.
17.2 Atitude em relação às demais línguas
O uso do português não é condenado pela comunidade de referência, que valoriza o aprendizado dessa língua.
18 - Síntese
18.1 Nesse momento, qual ou quais línguas a pesquisa identifica como dominante para a vida cotidiana e valores culturais na comunidade, incluindo os fatores considerados nesse diagnóstico (aquisição, transmissão, usos, atitudes)? É possível estabelecer uma hierarquia entre as línguas nesse sentido?
Língua 1 : Português
Língua 2 : Sakurabiat
18.2 Justifique
O português é a língua mais usada em todas as situações de interação social e comunicativa na comunidade. A situação de perda e mudança linguística entre os Sakurabiat resultou que duas gerações de crianças não aprenderam a língua tradicional do grupo. Português é falado por todos os Sakurabiat e é a primeira e única língua de todas as crianças nascidas na T. I. Rio Mequens, pelo menos desde o início da década de 1990. A situação sociolinguística vivenciada na T. I. Rio Mequens leva à conclusão que Sakurabiat é ao mesmo tempo segunda língua (L2) e língua de herança para a comunidade. O status de L2 é evidenciado pelo fato de o Português ser a primeira língua aprendida por todos e usada como língua de comunicação, enquanto o Sakurabiat é apenas parcialmente compreendido e seu conhecimento limitado a determinados itens do vocabulário e/ou expressões. Costa (2020) argumenta que a definição de língua de herança, como descrita, por exemplo, por Kelleher (2010) pode ser atribuída à situação vivenciada na comunidade Sakurabiat, em que relações afetivas e o valor de pertencimento são atribuídos à língua dos pais e/ou avós, a qual assume assim o papel de ser uma das propriedades que caracteriza o pertencimento étnico.
18.3 Panorama das línguas em contato
As únicas línguas usadas na comunidade de referência são o Sakurabiat e o português, sendo que o português é a língua já dominante. Todos os falantes de sakurabiat são bilíngues (Sakurabiat e Português). Em todas as famílias extendidas (aí incluídas uma família nuclear, com os filhos solteiros e filhos casados com suas respectivas famílias) há pelo menos um falante de Sakurabiat, seja um pai/mãe, avô/avó. Todas as famílias nucleares, cujos chefes (pai/mãe) estão na faixa etária abaixo de 40 anos, são monolíngues em Português, à exceção de uma família. Nesses casos, as famílias são monolíngues em Português. Mesmo nas famílias em que há um ou dois falantes, o uso do português é predominante.
2 - Comunidade Linguística
2.1 Número de falantes
15 (2017), considerando o indígena que residia na T.I. Rio Branco e o indígena que mudou-se para a cidade.
Porém com a morte de 03 pessoas (2018-2021), o total em fevereiro/2021 é 12 falantes
2.2 Número de falantes parciais
09 em 2017. Porém, com a morte de 01 pessoa em 2019, o total em fevereiro de 2021 é de 08 falantes.
2.3 Números de não-falantes
64 (considerando todos os residentes na comunidade de referência, indígenas e não indígenas)
58 (considerando apenas os indígenas)
3.1 Na comunidade de referência
0
3.2 Na comunidade linguística
0
3.3 Em português na comunidade de referência
64 (considerando todos os residentes na comunidade de referência, indígenas e não indígenas)
58 (considerando apenas os indígenas)
3.4 Em português na comunidade linguística
64 (considerando todos os residentes na comunidade de referência, indígenas e não indígenas)
58 (considerando apenas os indígenas)
3.5 Nas demais línguas faladas no território na comunidade de referência
Não há outras línguas faladas no território
3.6 Nas demais línguas faladas no território na comunidade linguística
Não há outras línguas faladas no território
3.7 Observações
Todos os residentes da T.I. Rio Mequens, acima de 02 anos de idade, são falantes de Português.
4.1 Quantos também falam português na comunidade de referência?
Todos os falantes de Sakurabiat também falam Português
4.2 Quantos também falam português na comunidade linguística?
Todos os falantes de Sakurabiat também falam Português
4.3 Quantos também falam uma outra língua na comunidade de referência?
Nenhum dos falantes de Sakurabiat fala outra língua além do português.
4.4 Quantos também falam uma outra língua na comunidade linguística?
Nenhum dos falantes de Sakurabiat fala outra língua além do português.
5.1 Quantos indivíduos na comunidade de referência que falam três ou mais línguas?
Nenhum
5.2 Quantos indivíduos na comunidade linguística que falam três ou mais línguas?
Nenhum
6.1 Qual língua é mais comumente aprendida como primeira língua?
Língua 1 - Português
6.2 Qual língua é mais comumente aprendida como segunda língua?
Língua 1: Embora não tenha havido aquisição plena da língua Sakurabiat nos últimos 20 anos, pelo menos, a língua Sakurabiat é aprendida como segunda língua, ainda que de modo parcial. Aprendem palavras do vocabulário cotidiano, como fauna, flora, relações de parentesco etc.
6.3 Para as línguas adquiridas como segunda língua, indique
Língua:
Sakurabiat
Em que fase da vida dos indivíduos a língua é adquirida?
Desde a infância, as crianças têm contato com a língua.
Em que contextos sociais ela está sendo adquirida?
Nas interações sociais, e na escola.
Número absoluto de falantes fluentes
4
Número percentual de falantes fluentes
67%
Número absoluto de falantes com proficiência parcial
2
Número percentual de falantes com proficiência parcial
33%
Número absoluto de não falantes
0
Número percentual de não falantes
0
Observações
Não foi feito um levantamento quantitativo total da proficiência em escrita e leitura. Porém, por se tratar de uma comunidade pequena e devido ao conhecimento de longa data da coordenadora, podemos estimar a proficiência. Os jovens adultos, faixas etárias I e II, conhecem a grafia da língua, mas não a usam para escrever em Sakurabiat. Os falantes plenos da língua nessa faixa etária quase todos fizeram o curso de alfabetização na língua com Galúcio, na década de 1990. Entre os jovens adultos, juventude, até 25 anos, há certo conhecimento do sistema de ortografia, mas também não utilizam. Na escola indígena da aldeia Baixa Verde, a professora tem buscado alfabetizar os alunos na língua de referência, conforme relatado em outras partes deste relatório. De todo modo, a aprendizagem da escrita é valorizada pela comunidade, e há uma motivação atualmente para aprender, como pode ser visto no vídeo em que a comunidade apresenta suas demandas com relação à língua de referência, e também é discutido nos artigos: COSTA, C. D. N.; GALÚCIO, A. V. O status da escrita no contexto educacional da língua Sakurabiat. Entrepalavras, Fortaleza, v. 9, n. 2, p. 415-433, maio-ago. 2019. Disponível em: [http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista/article/view/1507](http://www.entrepalavras.ufc.br/revista/index.php/Revista/article/view/1507). GUARATIRA, S. S. C.; COSTA, C. D. N. Experiências de resgate da língua e cultura Sakurabiat. Cadernos de Linguística, v. 1, p. 1-14, 2020. Disponível em: [https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/249](https://cadernos.abralin.org/index.php/cadernos/article/view/249). Em anexo, encontra-se uma pequena amostragem do uso da grafia, com 3 pessoas na aldeia 90, sendo um adulto, falante pleno da língua, que aprendeu a grafia nas aulas no final da década de 1990, e seus dois filhos, ensinados por ele, sendo um falante parcial, que apenas entende parcialmente a língua, e um não falante. Essa amostragem indica as diferenças entre falantes e não falantes no uso da grafia em Sakurabiat. Outras 7 amostras foram coletadas durante oficina de ensino da língua, em 2017, para não falantes, ou seja, crianças e jovens que apenas conhecem palavras na língua. Quanto à proficiência de leitura, avaliamos também como parcial pelos falantes plenos, adulto I e II, os mesmos que foram alfabetizados na década de 1990. Materiais escritos na língua indígena, como o livro de narrativas tradicionais Sakurabiat: Mayãp ebõ (GALÚCIO, 2006) e a cartilha de alfabetização (GALÚCIO; SAQUIRABIAR, 2004), são bastante conhecidos por toda a comunidade e serviram como importante ferramenta de pesquisa para que os professores indígenas em formação pudessem suprir necessidades de uso da língua em atividades escolares.
Observações
Em relação ao Português, toda a população na faixa etária infância (a partir da
idade escolar), juventude e adulto I, são proficientes (parcial ou pleno) em leitura e escrita em português. Estima (formulário termina aqui).

