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Latundê

Início Módulo 1 - Identificação da Pesquisa Latundê

2 - Identificação da pesquisa

2.1 Nome de identificação da pesquisa

Inventário da Língua Latundê

2.2 Objetivo da Pesquisa

Produção de conhecimento para inclusão no INDL

2.3 Qual/Quais Línguas?

Latundê

4 - Escopo do inventário

4.1 Qual o escopo do Inventário

Amplo

5 - Documentação da anuência

5.1 Documento de Anuência

Antonio - Termo de autorização de uso de som, imagem e informações recolhidas no âmbito das ações de pesquisa e documentação | Antonio - Termo de cessão | Termo cessão Fátima 2018 | Termo de anuência 2015 | Fatima - Termo de autorização de uso de som, imagem e informações recolhidas no âmbito das ações de pesquisa e documentação | Fatima - Termo de cessão

5.2 Pedido de Reconhecimento da Língua

Pedido de Reconhecimento 2015 | Pedido de Reconhecimento 2017

7 - Fonte das informações do formulário

7.1 Como a população da comunidade foi aferida?

Levantamento populacional total | Estimativa por dados secundários

Observações

Os dados demográficos deste levantamento são de outubro do ano 2015. Não houve atualização depois disso. Alguns dados foram obtidos indiretamente, porque algumas pessoas tinham se mudado para reservas indígenas em Mato Grosso.

7.2 Como o número de falantes foi obtido?

Levantamento populacional total | Estimativa por dados secundários

7.3 Como foram aferidos os tipos de falantes?

Conhecimento geral de pessoa chave

Observações

Não conhecendo bem a língua Latundê, tive que depender do que as pessoas entrevistadas me disseram e de correspondência pessoal com a especialista Dra. Stella Telles da UFPE.

7.4 Aprofundamento das informações

5.2 Testes detalhados de proficiência poderiam ajudar em refinar o resultado.

8 - Identificação da área de abrangência da pesquisa

8.1 Nome para identificação da área de abrangência da pesquisa

Terra Indígena Tubarão-Latundê

8.2 A área de abrangência da pesquisa foi escolhida com base:

numa região com várias línguas (inventário regional)

8.3 País

Brasil

8.4 Região

Região Norte

8.5 Estado e Município brasileiro

Rondônia - RO > Chupinguaia

8.8 Identificação das localidades de pesquisa

T.I. Tubarão Latundê

10 - Mapas

Mapas

Mapa Latundê

Metadados de destaque

Projeto

Língua Latundê

Língua do Inventário

Latundê

3. Identificação e Síntese da Língua

3.1 Nome da Língua

Latundê

3.2 Família Linguística

Nambikwara

3.3 Síntese

A língua Latundê é uma língua que pertence ao ramo Nambikwara do Norte, da família linguística Nambikwara. A família de línguas Nambikwara, que também inclui os ramos Nambikwara do Sul e Sabanê, não está genealogicamente relacionada com outras línguas ou famílias, e forma, então, um tronco por si. Dessa família a única língua originalmente falada fora do Estado de Mato Grosso é a língua Latundê. De acordo com Telles (2002a: 27) o ramo
Nambikwara do Norte consiste de cinco línguas, que podem ser subdivididas em dois conjuntos: Latundê, Lakondê e Tawandê (o Roosevelt Cluster na classificação de Eberhard 2009: 53) versus Mamaindê e Negarotê (o Guaporé Cluster, Eberhard 2009: 53). Em várias fontes (p.ex. Price 1978, Telles 2002a, 2006), as línguas do Nambikwara do Norte são
considerados linguisticamente como dialetos. Aparentemente existe um certo grau de inteligibilidade mútua entre algumas das línguas, mas isso é baseado em observações impressionísticas e parece depender fortemente em fatores contextuais. De fato, ainda não foi feito um mapeamento criterioso para investigar as distâncias entre as línguas do ramo do Norte. Pelos fatos de que a questão não foi decidida, e que os falantes enfatizam que as suas línguas são muito diferentes entre si e com inteligibilidade mútua difícil, a língua Latundê é considerada neste levantamento como uma língua autónoma, membro da família linguística Nambikwara do Norte.
A língua Latundê é muito similar com Lakondê, falada por somente uma pessoa, e Tawandê, com pouquíssimos lembradores. Uma descrição abrangente das variedades Latundê e Lakondê é Telles (2002a). Há ainda dissertações de mestrado sobre Lakondê (Braga 2012) e Tawandê (Santana 2010). Sobre Mamaindê, que tem um maior número de falantes, há mais trabalhos, principalmente Eberhard (2009), e sobre Negarotê foi defendida recentemente uma
tese de doutoramento por Braga (2017). Com respeito aos trabalhos sobre as outras línguas da família/tronco deve se mencionar principalmente Kroeker (2001) sobre Nambikwara do Sul e Araújo (2004) sobre Sabanê.
Latundê é falada e/ou entendida por aproximadamente 28 indivíduos em uma população de aproximadamente 32 em várias aldeias na T.I. Tubarão-Latundê, e nas cidades Chupinguaia e Vilhena em Rondônia. Latundê é o único nome da língua e do povo, porém, originalmente não houve uma autodenominação.
Os Latundê moram tradicionalmente no centro e na parte oriental da atual reserva indígena (demarcado em 1983), região que é caracterizada tanto por floresta tropical quanto por cerrado. As primeiras notícias sobre a existência dos Latundê, na primeira metade da década de 1970, concernam essa região. O primeiro contato pacífico registrado dos Latundê é com uma turma de Aikanã, a qual visitou os Latundê em 1975 depois de ter descoberto vestígios da sua presença. O primeiro contato oficial registrado entre os Latundê e os não-indígenas foi durante uma expedição da FUNAI em 1977.
Logo após esses contatos iniciais, típica e tragicamente estabelecidos sem o devido cuidado com respeito às doenças contagiosas exógenas, uma parte significante da população faleceu. Hoje em dia a maioria dos Latundê têm nascido após esse período, e as lembranças dos que nasceram antes tendem a ser extremamente dolorosas.
As relações dos Latundê com os Aikanã sempre foram tensas, apesar de convivência parcial desde a época de contato e casamentos interétnicos recentes. Uma fonte etno-histórica excelente sobre os Latundê é a primeira parte de Reesink (2012).

1.1 Nome da Instituição

Museu Paraense Emílio Goeldi

1.2 Endereço da Instituição

Parque Zoobotânico: Av. Magalhães Barata, 376
CEP 66040-170, Belém, PA
Campus de Pesquisa: Av. Perimentral, 1901, Terra Firme
CEP 66077-830, Belém, PA

1.3 Nome do responsável pela instituição

Dra. Ana Luisa Albernaz - Diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi

1.4 Contatos (e-mail e telefone) do responsável pela instituição

Telefone: (91) 3211-1706

1.5 Nome do responsável pela pesquisa

Hendrikus (Hein) G.A. van der Voort

1.6 Contatos (e-mail e telefone) do responsável pela pesquisa

hvoort@museu-goeldi.br
091-32666016
091-980564322

1.7 Tipo de Instituição

Instituição Pública Federal

1.8 Credenciais da equipe

Dr. Hendrikus Gerardus Antonius van der Voort, nom de plume Hein van der Voort, doutorado em 2000 pela Universidade de Leiden (Leiden, Paises Baixos), CV Lattes , tem extensa experiência com descrição linguística, tendo trabalhado desde 1995 com várias línguas indígenas brasileiras diferentes, sobre as quais publicou artigos e livros. Sua experiência maior é com as línguas isoladas de Rondônia, sobretudo o Kwazá, mas também com Aikanã e Kanoé, da mesma região. Além disso, trabalhou intensivamente com as línguas Arikapú e Djeoromitxí, que pertencem à família Macro-Jê. Por final, tem realizado documentação limitada de algumas outras línguas de Rondônia: Latundê (uma língua da família Nambikwara) e Wayoró, Tuparí, Makuráp, Akuntsú e Salamãi (todas da família Tupí). Além destas línguas, o Dr. van der Voort também trabalhou com falantes de línguas de outras partes do mundo, sobre as quais publicou também. O Dr. van der Voort sempre considerou aspectos sociolinguísticos, históricos e antropológicos das comunidades de falantes de todas estas línguas e é coordenador de um projeto de documentação abrangente de língua e cultura Aikanã e Kwazá, financiado pela Fundação Volkswagen, dentro do programa alemã DobeS (Descrição de Línguas Ameaçadas).

6.1 Houve pesquisa de campo para a produção de dados originais?

Sim

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Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

SEPS 702/902, Bloco B, Centro Empresarial Brasília 50, Torre Iphan

CEP 70390-025 – Brasília/DF

E-mail: sic@iphan.gov.br