2 - Identificação da pesquisa
2.1 Nome de identificação da pesquisa
Inventário da Língua Kwazá
2.2 Objetivo da Pesquisa
Produção de conhecimento para inclusão no INDL
2.3 Qual/Quais Línguas?
Kwazá
4 - Escopo do inventário
4.1 Qual o escopo do Inventário
Amplo
5 - Documentação da anuência
5.1 Documento de Anuência
Termo de anuência à pesquisa | Termo de autorização de uso | Termo de cessão
5.2 Pedido de Reconhecimento da Língua
7 - Fonte das informações do formulário
7.1 Como a população da comunidade foi aferida?
Levantamento populacional total | Estimativa por dados secundários
Observações
Os dados demográficos deste levantamento são de novembro do ano 2015 e de abril do ano 2017.
Não houve atualização depois disso.
7.2 Como o número de falantes foi obtido?
Levantamento populacional total | Estimativa por dados secundários
Observações
Os dados demográficos deste levantamento são de novembro do ano 2015 e de abril do ano 2017.
Não houve atualização depois disso
7.3 Como foram aferidos os tipos de falantes?
Pesquisador falante | Conhecimento geral de pessoa chave
Observações
No caso que meu próprio conhecimento não foi suficiente, os próprios falantes indicaram o nivel de conhecimento de outros membros da população (especialmente de crianças).
7.4 Aprofundamento das informações
Testes detalhados de proficiência poderiam ajudar em refinar o resultado, que seria interessante para estudos sociolinguísticos, mas que não é necessário para os fins deste levantamento.
8 - Identificação da área de abrangência da pesquisa
8.1 Nome para identificação da área de abrangência da pesquisa
Terra Indígena Tubarão-Latundê, Terra Indígena Kwazá do Rio São Pedro
8.2 A área de abrangência da pesquisa foi escolhida com base:
numa região multilíngue (inventário regional)
8.3 País
8.4 Região
8.5 Estado e Município brasileiro
Rondônia - RO > Chupinguaia | Rondônia - RO > Parecis | Rondônia - RO > Pimenta Bueno | Rondônia - RO | Rondônia - RO > Vilhena
8.8 Identificação das localidades de pesquisa
10 - Mapas
Mapas
Metadados de destaque
Projeto
Língua do Inventário
3. Identificação e Síntese da Língua
3.1 Nome da Língua
Kawzá
3.3 Síntese
A língua Kwazá é uma língua genealogicamente isolada, falada ou entendida por aproximadamente 45 indivíduos em uma população de aproximadamente 50 nas T.I.s Tubarão-Latundê, Kwazá do Rio São Pedro e em várias cidades em Rondônia. Ainda pode ter alguns descendentes de Kwazá fora do estado. Os Kwazá moravam tradicionalmente na região dos rios São Pedro e Taboca, cabeceiras do lado esquerdo do rio Pimenta Bueno ou Apediá, no sudeste do Estado de Rondônia. Os povos vizinhos tradicionais eram os Aikanã (sob vários nomes, língua isolada), Kanoê (língua isolada), Salamãi (língua Tupí) e Kepkiriwat (língua Tupí extinta), e, a uma distância um pouco maior, os Sakurabiat (língua Tupí) e povos das cabeceiras do rio Branco. Hoje em dia, a maioria dos Kwazá mora em reservas indígenas com os Aikanã e remanescentes dos povos Latundê, Salamãi e Sabanê.
Os Kwazá são conhecidos na literatura (Rondon 1916, Rondon & Faria 1948, Dequech 1942, 1988-1993, Zack 1943), também como Koaiá (em ortografia variável: Coaiá, Quaiá etc.), o que corresponde à pronúncia pelos Salamãi e Kepkiriwat, enquanto o nome Kwazá reflete a pronúncia pelos Aikanã (a língua Kwazá não possui /z/ nem [z]). Além disso, os Kwazá foram também referidos na região e em antigos relatórios da FUNAI (Galvão 1980) pelo apelido Arara, mas essa denominação é rejeitada pelos Kwazá e atualmente não é mais usada. A autodenominação é Kwazá (na própria ortografia padrão sem acento agudo como Kwaza, mas às vezes em ortografia confusa como Quasar, Coasar, Kuazá, etc.). A etimologia da autodenominação não está conhecida (apesar da existência de hipóteses sem evidência) e provavelmente vem de uma língua vizinha. As autodenominações tidas pelos próprios Kwazá como originais aparentemente referem a subgrupos tradicionais, tsãrã txinũtenahere' gente da terra grande 'e tsãrã txuhũinahere‘ gente da terra pequena’. Um apelido que os Kwazá às vezes usam para si mesmo é kũcẽnahere ‘gente do castanha-do-pará’. Existem outras denominações que são pouco conhecidas (van der Voort 2004: 729-731).
1.1 Nome da Instituição
1.2 Endereço da Instituição
Parque Zoobotânico: Av. Magalhães Barata, 376
CEP 66040-170, Belém, PA
Campus de Pesquisa: Av. Perimentral, 1901, Terra
Firme
CEP 66077-830, Belém, PA
1.3 Nome do responsável pela instituição
Dra. Ana Luisa Kerti Mangabeira Albernaz, Diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi
1.5 Nome do responsável pela pesquisa
Hendrikus (Hein) G.A. van der Voort
1.6 Contatos (e-mail e telefone) do responsável pela pesquisa
hvoort@museu-goeldi.br
091-32176016
091-980564322
1.7 Tipo de Instituição
Instituição Pública Federal
1.8 Credenciais da equipe
Dr. Hendrikus Gerardus Antonius van der Voort, nom de plume Hein van der Voort, doutorado em 2000 pela Universidade de Leiden (Leiden, Paises Baixos), CV Lattes , tem extensa experiência com descrição linguística, tendo trabalhado desde 1995 com várias línguas indígenas brasileiras diferentes, sobre as quais publicou artigos e livros. Sua experiência maior é com as línguas isoladas de Rondônia, sobretudo o Kwazá, mas também com Aikanã e Kanoé, da mesma região. Além disso, trabalhou intensivamente com as línguas Arikapú e Djeoromitxí (subfamília Jabutí, que é um dos ramos da família Macro-Jê). Por final, tem realizado documentação limitada de algumas outras línguas de Rondônia: Latundê (família Nambikwara) e Wayoró, Tuparí, Makuráp, Akuntsú e Salamãi (todas da família Tupí). Além destas línguas, o Dr. van der Voort também trabalhou com falantes de línguas de outras partes do mundo, sobre as quais publicou também. O Dr. van der Voort sempre considerou aspectos sociolinguísticos, históricos e antropológicos das comunidades de falantes de todas estas línguas e é coordenador de um projeto de documentação abrangente de língua e cultura Aikanã e Kwazá, financiado pela Fundação Volkswagen, dentro do programa alemã DobeS
(Descrição de Línguas Ameaçadas).
6.1 Houve pesquisa de campo para a produção de dados originais?
Sim

