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Kwazá

Início Módulo 6 - Avaliação da vitalidade Linguística, Revitalização Kwazá

Metadados

Projeto

Língua Kwazá

Língua do Inventário

Kwazá

1. Ações de revitalização e promoção

1.1 Identificação e caracterização de ações de revitalização e promoção

  • Denominação da Ação

    Língua indígena

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Professores indígenas, sabedores indígenas e alunos.

    Atividades Desempenhadas

    Ensino com respeito à língua indígena em uma escola.

    Observações

    Os alunos aprendem a escrever um pouco de Kwazá e Aikanã.

  • Denominação da Ação

    Licenciatura Intercultural

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Professores indígenas, pedagogos e professores da Unir.

    Atividades Desempenhadas

    Formação em nível superior de professores de escolas indígenas.

    Observações

    Licenciatura em Educação Básica Intercultural e Bilíngue.

1.2 Propostas da Comunidade para a Salvaguarda da Lingua

Propostas

Documentar língua e cultura.

Justificativa

Conhecimento especial da língua e da cultura tradicional está desaparecendo.

Prioridade

Alto

Ações necessárias

Documentação e análise científica de língua e cultura. Disponibilizar os resultados ao povo Kwazá.

Pessoas ou Instituições a serem encaminhadas as demandas

Museu Goeldi

Observações gerais

Após um projeto de documentação, pesquisadores do Museu Goeldi estão agora trabalhando em um projeto que visa à disponibilização dos resultados de forma acessível.

2. Vitalidade linguística

2.2 Fatores a que se atribui o atual estado de vitalidade da língua

Kwazá é uma língua severamente ameaçada. Apesar da transmissão da língua e da manutenção da língua em certos domínios de uso, menos de 40% da comunidade de referência fala a língua fluentemente. Além disso, a transmissão não é garantida no futuro iminente, porque as possibilidades de casamento dentro da comunidade de referência se esgotaram. Além disso, os domínios de uso existentes estão ameaçados, porque, em uma família etnicamente Kwazá, o uso da língua é desestimulado pelo pater familias, que não é falante. Em adição a esses fatores de ameaça iminente, há ainda a falta de material educacional para a sobrevivência da língua dentro de uma cultura que está cada vez mais adaptada ao meio escrito, e a falta de recursos financeiros e humanos para criar tal material. Finalmente, o acesso às terras originárias é um fator importante, como mostra o exemplo da língua Aikanã: na T.I. Cassupá/Salamãi, no km 5,5 de Porto Velho, havia uma falante, falecida em 2018, e a língua sobrevive somente nas T.I.s no sudeste de Rondônia. Infelizmente, vivemos em um período em que a integridade fundiária até das terras de origem está sendo ameaçada no nível político estadual e federal, e a sua integridade ecológica está sendo ameaçada pela sociedade envolvente, madeireiros, garimpo, pesca ilegal e desmatamento, em todos os níveis.

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