Pular para o conteúdo
Sem resultados
Menu
  • Bem-vindo ao Inventário Nacional da Diversidade Linguística -INDL
  • Categorias
    • Línguas Afro Brasileiras
    • Línguas Crioulas
    • Línguas de Imigração
    • Línguas de Sinais
    • Línguas Indígenas
  • Classificação das Línguas
  • Contatos
  • Entrada do registro
  • Formação para o Novo INDL – Servidores e colaboradores do Iphan
  • Glossário
  • Glossários
  • Guias e metodologia
  • Línguas
  • Mapa das Línguas do Brasil
  • Mapa Nimuendaju
  • Página Inicial v2
  • Participe
  • Sobre o INDL
  • Territórios de Fronteira
  • Territórios Urbanos
  • Variedades do Português

Logo do Iphan
  • Órgãos do Governo
  • Acesso à Informação
  • Legislação
  • Acessibilidade
Logo do Iphan
  • Órgãos do Governo
  • Acesso à Informação
  • Legislação
  • Acessibilidade
 
  • Sobre o INDL
    • Sobre o INDL
    • Guias e metodologia
    • Línguas incluídas no INDL
    • Línguas aguardando inclusão no INDL
  • Linguas
    • Todas as línguas
    • Categorias
      • Línguas Indígenas
      • Línguas de Imigração
      • Línguas de Sinais
      • Línguas Afro Brasileiras
      • Línguas Crioulas
      • Variedades do Português
    • Classificação das Línguas
  • Acervos
    • Documentos
    • Imagens, sons e vídeos
    • Bibliografias
    • Léxicos e palavras
  • Mapa Nimuendaju
INDL IPHAN
  • Participe
  • Glossários
  • Repositórios
    • Bem Brasileiro | Agregador cultural
    • Inventário Nacional de Referências Culturais
    • Biblioteca Digital do Iphan
    • Legislações do Patrimônio Imaterial
  • Contatos
Acessar
INDL IPHAN
Acessar

Sakurabiat

Início Módulo 6 - Avaliação da vitalidade Linguística, Revitalização Sakurabiat

Metadados

Projeto

Língua Sakurabiat

Língua do Inventário

Sakurabiat

1. Ações de revitalização e promoção

1.1 Identificação e caracterização de ações de revitalização e promoção

  • Denominação da Ação

    Festas para resgatar conhecimentos culturais do grupo

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Todos os membros da comunidade.

    Atividades Desempenhadas

    Preparação de comidas tradicionais e de artesanatos.

    Observações

    Na 2ª festa, foram confeccionados artesanatos, como brincos, pulseiras e colares. Também houve preparo de comidas tradicionais, como massaco de mandioca e cará, chicha de banana e milho, carne moqueada, peixe assado na folha de bananeira etc. O uso da língua Sakurabiat também ficou mais evidente na segunda festa. Foram relembrados os nomes dos animais, frutas e cereais usados na preparação das comidas tradicionais, bem como dos elementos da fauna e flora utilizados para a confecção dos artesanatos. As ações 1, 2 e 3 foram organizadas no contexto do processo de resgate linguístico e cultural, capitaneado pelos jovens professores indígenas, como já reportado nas seções anteriores. Foram realizadas duas festas.

  • Denominação da Ação

    Oficina de artesanato

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Todos os membros da comunidade.

    Atividades Desempenhadas

    Foram três dias de atividades, incluindo oficinas de artesanato, como produção de rede e flecha, pintura corporal, canto e danças das etnias presentes, Aikanã e Suruí, e também em Sakurabiat.

    Observações

    As ações 1, 2 e 3 foram organizadas no contexto do processo de resgate linguístico e cultural, capitaneado pelos jovens professores indígenas, como já reportado nas seções anteriores.

  • Denominação da Ação

    Valorização e resgate da língua e cultura Sakurabiat na escola

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Professora da escola Aipere e seu pai, o qual é falante pleno de Sakurabiat, e alunos da escola.

    Atividades Desempenhadas

    Contação de histórias na escola; caminhadas na floresta para ensinar os aprendizes sobre plantas medicinais; incentivo ao uso de palavras em Sakurabiat fora da escola.

    Observações

    As ações 1, 2 e 3 foram organizadas no contexto do processo de resgate linguístico e cultural, capitaneado pelos jovens professores indígenas, como já reportado nas seções anteriores.

  • Denominação da Ação

    Material didático

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Professores indígenas, Carla Costa e Ana Vilacy Galúcio.

    Atividades Desempenhadas

    Oficinas com os professores indígenas e outros adultos, geralmente pais de alunos, para planejamento e elaboração de material didático.

    Observações

    As oficinas foram realizadas em 2018 e 2019.

1.2 Propostas da Comunidade para a Salvaguarda da Lingua

  • Propostas

    Material didático para ensino da língua na escola

    Justificativa

    A cartilha elaborada anteriormente, Galúcio; Sakyrabiar, 2004, já não atende às necessidades atuais da comunidade. A comunidade reconhece o espaço da educação escolar indígena como sendo um espaço propício para se trabalhar o resgate da língua e cultura. Além disso, no contexto escolar, há uma ênfase no estudo da língua escrita, possivelmente motivada pelo status elevado dessa modalidade da língua entre os Sakurabiat.

    Prioridade

    Alto

    Ações necessárias

    Planejar e elaborar o material.

    Pessoas ou Instituições a serem encaminhadas as demandas

    Linguista Ana Vilacy Galúcio, assistente de pesquisa Carla Costa e Museu Goeldi.

    Observações gerais

    Carla Costa elaborou uma proposta de material didático para o ensino da língua na escola, Costa, 2020. Porém, devido às limitações ocasionadas pela pandemia de Covid-19, o material ainda não pôde ser encaminhado para a Seduc/RO nem para a comunidade.

  • Propostas

    Oficinas nas aldeias que sejam mantidas pelos mais velhos

    Justificativa

    A experiência recente dos Sakurabiat, com a realização de uma oficina de artesanato tradicional em 2017, mostrou que esse tipo de atividade tem um efeito positivo para o resgate da língua e cultura tradicional.

    Prioridade

    Alto

    Ações necessárias

    Planejar e buscar recursos e apoio.

    Pessoas ou Instituições a serem encaminhadas as demandas

    Funai, Seduc/RO e Iphan.

    Observações gerais

    Editais específicos podem ser pensados para apoiar esse tipo de ação.

  • Propostas

    Materiais didáticos na língua de referência, como dicionários, por exemplo

    Justificativa

    A comunidade reconhece o espaço da educação escolar indígena como sendo um espaço propício para se trabalhar o resgate da língua e cultura. E, na situação atual da língua, o estímulo tecnológico pode ter um efeito positivo entre jovens e crianças.

    Prioridade

    Alto

    Ações necessárias

    Planejar e elaborar o material.

    Pessoas ou Instituições a serem encaminhadas as demandas

    Linguista Ana Vilacy Galúcio.

    Observações gerais

    Galúcio já está trabalhando há alguns anos na coleta e organização do léxico para compor o dicionário. Em 2020, foi concluída a 1ª versão do dicionário multimídia Sakurabiat-português, com itens da fauna, flora e partes do corpo, para uso em aplicativos de celular.

  • Propostas

    Professores conhecedores da língua de referência e conhecedores da cultura do povo

    Justificativa

    A comunidade reconhece o espaço da educação escolar indígena como sendo um espaço propício para se trabalhar o resgate da língua e cultura.

    Prioridade

    Alto

    Ações necessárias

    Apenas uma aldeia possui professor e escola funcionando e uma professora indígena contratada. Há 3 professores formados pelo Projeto Açaí, de formação de professores indígenas.

    Pessoas ou Instituições a serem encaminhadas as demandas

    Secretaria de Educação de Rondônia.

  • Propostas

    Materiais tecnológicos para registrar a língua em uso, assim como a cultura

    Justificativa

    A documentação da língua e de aspectos da cultura tradicional pode ser feita pelos Sakurabiat, a partir da disponibilização de recursos tecnológicos.

    Prioridade

    Alto

    Ações necessárias

    Buscar recursos.

    Pessoas ou Instituições a serem encaminhadas as demandas

    IPHAN

    Observações gerais

    Editais específicos podem ser pensados para apoiar esse tipo de ação.

2. Vitalidade linguística

2.1 Grau de vitalidade da língua

3-Severamente Ameaçada

2.2 Fatores a que se atribui o atual estado de vitalidade da língua

Como dito anteriormente, a situação de perda linguística vivenciada pelos Sakurabiat vem se constituindo há algumas décadas e atualmente há uma situação de alta vulnerabilidade e pouca vitalidade da língua. Os Sakurabiat constituem hoje um grupo bastante reduzido, embora estejam distribuídos em cinco pequenas aldeias, eles totalizam menos de 100 pessoas vivendo atualmente na T.I. Rio Mequens. O processo de perda e mudança linguística no caso dos Sakurabiat foi relativamente gradual e envolveu fatores sociolinguisticos já conhecidos na literatura, como redução populacional, devido, sobretudo, a doenças, marginalização e/ou repressão, espaço de uso reduzido, quebra na cadeia de transmissão, o que resulta em número reduzido de falantes e concentração desses falantes entre pessoas com idades avançadas. Na década de 1990, a língua Sakurabiat contava com 23-25 falantes fluentes e já havia uma ruptura na transmissão. Naquela época as crianças já não aprendiam Sakurabiat, houve apenas duas exceções, um casal de crianças, hoje adultas, que haviam crescido próximas a sua avó e aprendido com ela a falar Sakurabiat (Galucio, 2001). O número de falantes reduziu em 50% desde então. Além de não ter havido transmissão intergeracional por mais de três décadas, houve um alto número de mortes (tanto em decorrência de fatores naturais quanto de homicídios) de idosos e outros falantes adultos de Sakurabiat.
Como demonstrado nas demais seções, a língua Sakurabiat não está sendo ensinada/aprendida e nem está sendo usado como veículo regular de comunicação na comunidade. E o Português é a língua dominante na comunidade, sendo já a 1ª língua de todas as pessoas com menos de 40 anos.
Nesse contexto é que deve ser interpretado o atual processo de resgate cultural e linguístico, iniciado pelos Sakurabiat desde 2015 e impulsionado pela participação de três jovens adultos que iniciaram o curso de formação de professores indígenas. Os três jovens professores cursaram a III Etapa do Projeto Açaí, desenvolvido pela Coordenação Geral do Núcleo de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO).
O processo de valorização da língua e cultura tradicionais foi motivado especialmente pelas atividades realizadas durante o curso de formação de professores que demandavam conhecimentos específicos dos alunos sobre costumes, tradições e línguas de seus respectivos povos. Assim como pela demanda específica de ensino da língua tradicional na escola indígena da aldeia, como parte do currículo escolar formal.

Imagem padrão
Item anteriorOro Win
Próximo itemSalamãi
Imagem padrão
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

SEPS 702/902, Bloco B, Centro Empresarial Brasília 50, Torre Iphan

CEP 70390-025 – Brasília/DF

E-mail: sic@iphan.gov.br