Metadados
Projeto
Língua do Inventário
1. Ações de revitalização e promoção
1.2 Propostas da Comunidade para a Salvaguarda da Lingua
Propostas
Documentar língua e cultura.
Justificativa
Conhecimento especial das línguas e culturas tradicionais está desaparecendo.
Prioridade
Alto
Ações necessárias
Documentação e análise científica de língua e cultura. Disponibilizar os resultados ao povo Aikanã.
Pessoas ou Instituições a serem encaminhadas as demandas
Museu Goeldi.
Observações gerais
Após um projeto de documentação, pesquisadores do Museu Goeldi estão agora trabalhando em um projeto que visa à disponibilização dos resultados de forma acessível.
2. Vitalidade linguística
2.1 Grau de vitalidade da língua
2.2 Fatores a que se atribui o atual estado de vitalidade da língua
A língua Salamãi está sendo lembrado por duas senhoras idosas, Dona Peridalva na T.I.
Tubarão-Latundê e Dona Maria na cidade de Porto Velho. Essas senhoras não mais têm usado a
língua desde sua mocidade, aos 15 anos, aproximadamente. É provável que Dona Maria
continuou falar a língua com alguns falantes que estavam ainda em vivo nos anos 1950, quando
a antropóloga Becker-Donner visitou a P.I. Ricardo Franco, e depois no seringal Ribeirão e na
antiga DEMA, onde um dos lideres antigos dos Salamãi, o Telemaco (informante da Wanda
Hanke), faleceu em 1991 (Dequech 1993). A Dona Peridalva parou de falar a língua quando
deixou a sua comunidade e começou trabalhar para os neo-brasileiros nos seringais no alto rio
Pimenta Bueno e Corumbiara. A Dona Peridalva lembra menos da língua qua a Dona Maria.

