Pular para o conteúdo
Sem resultados
Menu
  • Bem-vindo ao Inventário Nacional da Diversidade Linguística -INDL
  • Categorias
    • Línguas Afro Brasileiras
    • Línguas Crioulas
    • Línguas de Imigração
    • Línguas de Sinais
    • Línguas Indígenas
  • Classificação das Línguas
  • Contatos
  • Entrada do registro
  • Formação para o Novo INDL – Servidores e colaboradores do Iphan
  • Glossário
  • Glossários
  • Guias e metodologia
  • Línguas
  • Mapa das Línguas do Brasil
  • Mapa Nimuendaju
  • Página Inicial v2
  • Participe
  • Sobre o INDL
  • Territórios de Fronteira
  • Territórios Urbanos
  • Variedades do Português

Logo do Iphan
  • Órgãos do Governo
  • Acesso à Informação
  • Legislação
  • Acessibilidade
Logo do Iphan
  • Órgãos do Governo
  • Acesso à Informação
  • Legislação
  • Acessibilidade
 
  • Sobre o INDL
    • Sobre o INDL
    • Guias e metodologia
    • Línguas incluídas no INDL
    • Línguas aguardando inclusão no INDL
  • Linguas
    • Todas as línguas
    • Categorias
      • Línguas Indígenas
      • Línguas de Imigração
      • Línguas de Sinais
      • Línguas Afro Brasileiras
      • Línguas Crioulas
      • Variedades do Português
    • Classificação das Línguas
  • Acervos
    • Documentos
    • Imagens, sons e vídeos
    • Bibliografias
    • Léxicos e palavras
  • Mapa Nimuendaju
INDL IPHAN
  • Participe
  • Glossários
  • Repositórios
    • Bem Brasileiro | Agregador cultural
    • Inventário Nacional de Referências Culturais
    • Biblioteca Digital do Iphan
    • Legislações do Patrimônio Imaterial
  • Contatos
Acessar
INDL IPHAN
Acessar

Karo

Início Módulo 3 - Comunidade Linguística Karo

1 - Identificação da Comunidade Linguística

1.2 Projeto

Língua Karo

1.3 A comunidade linguística pode ser classificada como:

Línguas Indígenas

1.4 Língua do Inventário

Karo

Indígenas

Identifique a Etnia

Karo-Arara

3 - Caracterização da comunidade linguística

3.1 Histórico

Os falantes da língua Karo-Arara relatam ter ocupado tradicionalmente a região do médio rio Machado, em Rondônia, especialmente nas proximidades dos igarapés Itapirema, Urupá, Molim e Lourdes. Registros historiográficos sobre esse povo são escassos, mas documentos da Comissão Rondon indicam a presença de grupos de língua ramarama na região do rio Machadinho e áreas adjacentes desde o início do século XX. Relatos etnográficos de pesquisadores como Curt Nimuendaju, Claude Lévi-Strauss e Harald Schultz, entre as décadas de 1910 e 1950, apontam a existência de diferentes grupos aparentados linguisticamente que habitavam áreas entre os rios Machado, Tarumã, Marmelos e Roosevelt, evidenciando uma ocupação territorial ampla e dinâmica nessa região.

O contato com a sociedade envolvente intensificou-se a partir da década de 1940, especialmente com a expansão da atividade seringalista. Nesse período, os Karo-Arara passaram a estabelecer relações frequentes com seringueiros e outros trabalhadores da região, o que contribuiu para o aumento do contato com a língua portuguesa e com outros grupos indígenas. A presença do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), a partir de meados da década de 1960, marcou uma nova fase de reorganização territorial e social, caracterizada pela alternância entre períodos de permanência nas aldeias e atividades de extração de seringa em colocações familiares.

O processo de aldeamento mais regular ocorreu somente a partir da década de 1980, quando as famílias passaram a se estabelecer por períodos mais longos em localidades fixas. Nas décadas seguintes, ocorreram novos deslocamentos internos, com a fundação de aldeias como Paygap, em 1992, e Cinco Irmãos, em 2012, evidenciando a continuidade da mobilidade territorial dentro do próprio território tradicional.

Ao longo de sua história, os Karo-Arara mantiveram contato com outros povos indígenas da região, especialmente os Gavião-Ikolen e os Zoró, com os quais compartilharam períodos de convivência territorial, relações de conflito e alianças por meio de casamentos interétnicos. Esses contatos contribuíram para a circulação de pessoas, práticas culturais e repertórios linguísticos, configurando um ambiente multilíngue característico da região amazônica.

Além disso, relatos orais indicam a existência de outros grupos que falavam a mesma língua ou variedades aparentadas, como os Pibe Pük (também conhecidos como Urubu), que teriam sido dizimados em conflitos intergrupais no período inicial do contato. A memória desses grupos permanece presente nas narrativas dos mais velhos, reforçando a noção de parentesco linguístico e histórico entre diferentes coletividades da família linguística ramarama.

3.2 Presente

Os Karo-Arara são um povo agricultor, caçador e produtor de bebida de macaxeira doce e azeda, tomada raramente desde que os moradores de Iterap passaram a frequentar os cultos na igreja. A principal unidade de produção e consumo é o grupo doméstico, geralmente formado por um pai, seus filhos casados e suas filhas e filhos solteiros. Esse grupo costuma se ajudar no trabalho da roça e a compartilhar bebida e caça.

As principais ocasiões para a reunião dos grupos domésticos são os rituais (como a Festa do Jacaré, o Encontro de Pajés e, em Iterap, os cultos na igreja) e as reuniões em torno da política indigenista. O contato com os não índios é regular. Desde 2010, várias famílias adquiriram um carro, tornando as idas para a cidade mais frequentes. As pessoas vão para Ji-Paraná para fazer compras, sacar benefícios sociais e salários, ter atendimento médico e passear.

No âmbito das atividades da política indigenista, os Karo-Arara estão frequentemente em contato com os povos da família Mondé, especialmente os Gavião e os Zoró. Com os primeiros, dividem a Terra Indígena e estabeleceram alguns matrimônios no passado e no presente.

2 - População da comunidade linguística

2.1 População identificada na pesquisa

338 em Abril de 2016

2.2 Estimativa da população total

338

Imagem padrão
Item anteriorKaritiana
Próximo itemKawahiba dos Amondawa
Imagem padrão
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

SEPS 702/902, Bloco B, Centro Empresarial Brasília 50, Torre Iphan

CEP 70390-025 – Brasília/DF

E-mail: sic@iphan.gov.br