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Karo

Início Comunidade Linguística Karo

1 - Identificação da Comunidade Linguística

1.2 Projeto

Língua Karo

1.3 A comunidade linguística pode ser classificada como:

Línguas Indígenas

1.4 Língua do Inventário

Karo

Indígenas

Identifique a Etnia

Karo-Arara

3 - Caracterização da comunidade linguística

3.1 Histórico

Os falantes da língua Karo-Arara relatam ter ocupado tradicionalmente a região do médio rio Machado, em Rondônia, especialmente nas proximidades dos igarapés Itapirema, Urupá, Molim e Lourdes. Registros historiográficos sobre esse povo são escassos, mas documentos da Comissão Rondon indicam a presença de grupos de língua ramarama na região do rio Machadinho e áreas adjacentes desde o início do século XX. Relatos etnográficos de pesquisadores como Curt Nimuendaju, Claude Lévi-Strauss e Harald Schultz, entre as décadas de 1910 e 1950, apontam a existência de diferentes grupos aparentados linguisticamente que habitavam áreas entre os rios Machado, Tarumã, Marmelos e Roosevelt, evidenciando uma ocupação territorial ampla e dinâmica nessa região.

O contato com a sociedade envolvente intensificou-se a partir da década de 1940, especialmente com a expansão da atividade seringalista. Nesse período, os Karo-Arara passaram a estabelecer relações frequentes com seringueiros e outros trabalhadores da região, o que contribuiu para o aumento do contato com a língua portuguesa e com outros grupos indígenas. A presença do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), a partir de meados da década de 1960, marcou uma nova fase de reorganização territorial e social, caracterizada pela alternância entre períodos de permanência nas aldeias e atividades de extração de seringa em colocações familiares.

O processo de aldeamento mais regular ocorreu somente a partir da década de 1980, quando as famílias passaram a se estabelecer por períodos mais longos em localidades fixas. Nas décadas seguintes, ocorreram novos deslocamentos internos, com a fundação de aldeias como Paygap, em 1992, e Cinco Irmãos, em 2012, evidenciando a continuidade da mobilidade territorial dentro do próprio território tradicional.

Ao longo de sua história, os Karo-Arara mantiveram contato com outros povos indígenas da região, especialmente os Gavião-Ikolen e os Zoró, com os quais compartilharam períodos de convivência territorial, relações de conflito e alianças por meio de casamentos interétnicos. Esses contatos contribuíram para a circulação de pessoas, práticas culturais e repertórios linguísticos, configurando um ambiente multilíngue característico da região amazônica.

Além disso, relatos orais indicam a existência de outros grupos que falavam a mesma língua ou variedades aparentadas, como os Pibe Pük (também conhecidos como Urubu), que teriam sido dizimados em conflitos intergrupais no período inicial do contato. A memória desses grupos permanece presente nas narrativas dos mais velhos, reforçando a noção de parentesco linguístico e histórico entre diferentes coletividades da família linguística ramarama.

3.2 Presente

Os Karo-Arara são um povo agricultor, caçador e produtor de bebida de macaxeira doce e azeda, tomada raramente desde que os moradores de Iterap passaram a frequentar os cultos na igreja. A principal unidade de produção e consumo é o grupo doméstico, geralmente formado por um pai, seus filhos casados e suas filhas e filhos solteiros. Esse grupo costuma se ajudar no trabalho da roça e a compartilhar bebida e caça.

As principais ocasiões para a reunião dos grupos domésticos são os rituais (como a Festa do Jacaré, o Encontro de Pajés e, em Iterap, os cultos na igreja) e as reuniões em torno da política indigenista. O contato com os não índios é regular. Desde 2010, várias famílias adquiriram um carro, tornando as idas para a cidade mais frequentes. As pessoas vão para Ji-Paraná para fazer compras, sacar benefícios sociais e salários, ter atendimento médico e passear.

No âmbito das atividades da política indigenista, os Karo-Arara estão frequentemente em contato com os povos da família Mondé, especialmente os Gavião e os Zoró. Com os primeiros, dividem a Terra Indígena e estabeleceram alguns matrimônios no passado e no presente.

Anexar mídias(s)/Fazer upload de mídias(s)

Conversa no terreiro em Iterap 2

|

Crianças estudando em Paygap

Módulos Relacionados

Identificação da Pesquisa

Karo

Caracterização Territorial

Karo

Identificação e Caracterização da Língua Referência

Karo

Diagnostico Sociolinguístico

Karo

Avaliação da Vitalidade Linguística, Revitalização

Karo

2 - População da comunidade linguística

2.1 População identificada na pesquisa

338 em Abril de 2016

2.2 Estimativa da população total

338

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Todas as informações sobre as línguas disponibilizadas no portal são de autoria das instituições responsáveis pelas pesquisas e das respectivas comunidades de referência, e dizem respeito ao momento em que as pesquisas foram realizadas.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

SEPS 702/902, Bloco B, Centro Empresarial Brasília 50, Torre Iphan

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E-mail: 
diversidade.linguistica@iphan.gov.br 

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(61)2024-5416 | (61)2024-5419 | (61)2024-5422  

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