2 - Identificação da pesquisa
2.1 Nome de identificação da pesquisa
Inventário da lígua Sanöma
2.3 Qual/Quais Línguas?
Sanöma
7 - Fonte das informações do formulário
7.2 Como o número de falantes foi obtido?
Levantamento populacional total
8 - Identificação da área de abrangência da pesquisa
8.3 País
8.4 Região
9 - Área(s) focal(is) da pesquisa
9.1 Denominação da área focal
Comunidade Kolulu
9.2 Localidades circunscritas à área focal
Kolulu
9.3.1 Motivações: Por quais razões o inventário delimitou essa área focal?
Aldeia onde mora o pesquisador indígena falante da língua sanöma, é a segunda comunidade sanöma mais populosa no Brasil.
A comunidade Kolulu localiza-se a cerca de 5 km da pista de pouso de Awaris, está em
frequente contato com a população não indígena que chega à região (funcionários da SESAI, do Exército, do Instituto Socioambiental, possui uma escola reconhecida pelo Estado de Roraima (a Escola Estadual Indígena Öpasai).
Metadados de destaque
Projeto
Língua do Inventário
3. Identificação e Síntese da Língua
3.1 Nome da Língua
Sanöma
3.2 Família Linguística
3.3 Síntese
Parte do povo Yanomami, os Sanöma são falantes de uma das cinco línguas que compõem a família linguística Yanomami. São monolíngues em Sanöma, com apenas alguns falantes bilíngues em Sanöma e português.
Assim como os Yanomami, os Sanöma são coletores e caçadores, e a agricultura de subsistência tem tido um papel cada vez mais importante em sua alimentação. O xamanismo com uso de substância psicoativa, os rituais funerários e os diálogos cerimoniais são características marcantes dos Yanomami que os Sanöma compartilham.
Os Sanöma têm adquirido características dos seus vizinhos Ye’kwana, povo de língua Karib que também habita a Terra Indígena Yanomami e possui uma comunidade localizada ao lado de algumas comunidades Sanöma em Awaris. Dos Ye’kwana vieram alguns empréstimos linguísticos, a pimenta na alimentação, o uso de canoas e de raladores de mandioca, além do tipo de vestimenta e de adornos feitos com miçanga.
Atualmente, os Sanöma vivem uma situação de saúde problemática, resultado, em grande parte, da sedentarização e da aglomeração. As comunidades Sanöma hoje se agrupam junto ao posto de saúde, já que o atual modelo de atendimento do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami é centralizado no Posto de Saúde.
O padrão de ocupação territorial Sanöma mudou significativamente com a instalação de infraestrutura não indígena em Awaris. Se na década de 1960 as comunidades Sanöma eram compostas por no máximo 50 pessoas (Ramos, 1990), hoje em dia elas são compostas por até trezentas pessoas, como é o caso da comunidade Asikama u, que margeia a pista de pouso e o Posto de Saúde.
1.5 Nome do responsável pela pesquisa
Marinaldo Sanumá
1.8 Credenciais da equipe
Ana Maria Antunes Machado - Pedagoga pela UFMG e antropóloga pelo PPGAS da Universidade Federal de Santa Catarina, atua junto aos Yanomami desde 2007. Trabalhou em programas voltados à educação escolar na região de Awaris durante cinco anos.
Helder Perri Ferreira - Doutor em Linguística pela Radboud University Nijmegen (RUN), Holanda. Trabalha com os Yanomami desde 2003, com foco em descrição e documentação linguística. Organizou o livro Dicionário de Verbos Português-Yanomama.
Moreno Saraiva Martins - Trabalha no Instituto Socioambiental desde 2009 e com os Sanöma desde 2010. Realiza pesquisas interculturais com os Sanöma desde então. Publicou, em coautoria com os Sanöma, os livros Ana amopö e Salaka pö (MARTINS, 2016). Promoveu a elaboração dos livros de alfabetização (Maxiba, 2017). Idealizou e organiza o projeto de comercialização de cogumelos comestíveis Sanöma.
Joana Autuori - Pesquisadora associada do Instituto Socioambiental desde 2011. Mestre em Linguística pela Universidade Federal de Roraima, com a dissertação intitulada Aspectos da Fonologia da Língua Sanöma (Yanomami). Está cursando doutorado em Linguística na Universidade de São Paulo. É coautora e realizou a revisão dos livros Ana amopö e Salaka pö (MARTINS, 2016), e dos livros de alfabetização (APIAMÖ, 2017).
6.1 Houve pesquisa de campo para a produção de dados originais?
Sim

