Línguas Indígenas

As línguas indígenas no Brasil estão distribuídas em dois grandes troncos: Tupi e Macro-Jê, e em quarenta famílias, além de treze ou mais línguas isoladas (sem parentesco genético com outras línguas).

Elas estão dispersas em boa parte do território nacional, mas especialmente na Amazônia, que concentra a maior diversidade linguística do país e a segunda do mundo, atrás apenas da Nova Guiné.

295

475

De acordo com o Censo Demográfico de 2022, há 295 línguas indígenas faladas por pessoas com 2 anos ou mais, somando um total de quase 475 mil falantes. As línguas com maior número de falantes são: Tikúna (51.978), Guarani Kaiowá (38.658), Guajajara (29.212) e Kaingang (27.482). Porém, 130 dessas línguas são faladas por grupos de menos de cem pessoas, ou até por uma única pessoa.

O número de línguas indígenas no país levantado pelo IBGE tem como base a autodeclaração de indígenas. Esse número, portanto, corresponde ao total de “línguas de identificação”, incluindo as consideradas extintas por muitos linguistas. Por isso, o número total é muito maior que o número de línguas indígenas para as quais há evidência de falantes. Outra questão frequente é a distinção entre etnias e línguas, uma vez que grupos indígenas geralmente não têm nomes específicos para sua língua.

Os direitos linguísticos das populações indígenas são garantidos na Constituição, nos artigos 210 e 231.