Metadados
Projeto
Língua do Inventário
1 - Comunidade de Referência
1.1 Número de falantes
31 falantes plenos e (dados de 2011) 9 falantes de variedade menos c onservadora . Com dois óbitos agora são 29 falantes plenos.
1.2 Número de falantes parciais
64
1.3 Números de não-falantes
396
7 - Taxa de Transmissão da língua de referência
7.1 Faixa Etária
Idoso +60
8 - Grau de Transmissão da Língua de Referência
Grau de transmissão da língua
Observações
Apenas algumas crianças estão aprendendo a língua, mas quando saem de perto dos pais e avós não têm motivações nem input.
9 - Escrita e Leitura
9.1 Identificar a existência de grafias
com uma grafia
13 - Língua mais frequente
13.1 Língua mais frequentemente usada nas situações cotidianas
Língua 1 Português | Língua 2 Asuriní | Língua 3 Munduruku
13.3 Usos linguísticos especiais da língua de referência: Identificação dos usos especiais
Nome ou outra forma de identificação dos usos linguísticos especiais
Músicas, Falas do Pajé
Breve descrição das características formais e dos conteúdos de cada uso
As músicas têm dono. As mais antigas são cantadas em rituais especiais, outras são cantadas para rememorar fatos históricos, outras estão relacionadas aos mitos.
As músicas mais antigas possuem segmentos sonoros inanalisáveis. São apenas repetidos.
A fala do Pajé é específica dele, quando recebe karuáras. Possui expressões intergetivas próprias associadas a danças e gestos e aspirações e sopros.
Situações sociais onde tendem a ocorrer e pessoas que dominam essa forma de uso linguístico
Em rituais festa e comemorações.
14 - Situação Comunicativa
14.3 Dinâmica dos usos da língua de referência
[2] Uso em retração
14.4 Justificativa e detalhamentos sobre a dinâmica de usos
Embora avós e pais estejam se esforçando para ensinar a língua nativa para os netos, os velhos sábios estão indo embora, de forma que a única estratégia do que é conhecido na literatura como ninhos linguísticos não está aumentando o número de falantes atuais. O número de falantes é mantido. Contudo, vendo sob o prisma do estado de mortalidade, verificou-se nos últimos anos mortes de crianças indígenas e de falantes plenos da língua nativa.
15 - Usos linguísticos especiais da língua de referência
15.1 Uso linguístico especial
Músicas
Falas do Pajé
15.2 Descrição das características formais e dos conteúdos
As músicas têm dono. As mais antigas são cantadas em rituais especiais, outras são cantadas para rememorar fatos históricos, outras estão relacionadas aos mitos. As músicas mais antigas possuem segmentos sonoros inanalisáveis. São apenas repetidos. A fala do Pajé é específica dele, quando recebe karuáras. Possui expressões intergetivas próprias associadas a danças e gestos e aspirações e sopros.
15.3 Situações sociais de ocorrência
Em rituais festa e comemorações.
17 - Atitudes linguísticas da comunidade
17.1 Grau de atitudes dos falantes com relação à língua de referência
17.2 Atitude em relação às demais línguas
O depoimento de Ipipawa Asuri é bastante representativa dos Asuriní em geral sobre o uso do Português e da língua nativa. ao ser perguntado sobre sua visão de uso das duas línguas ele respondeu:
Hoje a Língua Portuguesa, hoje nos tamo copiando, mas a principal é a própria lingua Tupí né, que é a nossa né, desde que nossos pais, nossos bisavô nasceram, já vem com essa fala, essa língua, então oprincipal é nossa lingua né porque eles já morreram né e hoje nossos pais tão aí,tenho certeza que um dia eles vão embora, mas o principal que a gente tem que trabalhar em cima é dessa nossa língua pra que nossos filhos e futuramente os
filhos de nossos filhos também tenha um conhecimento um pouco da nossa
língua(...)” (Ipipawa Asuriní).
Os Asuriní querem aprender bem o Português, mas querem sobretudo poder falar a língua nativa. Outros depoimentos confirmam isso:
“Em casa, com os velho, eles falam pouco em português, mas é mais em português, eles falam na língua e agente responde em português; quando é mais fácil a gente responde na língua. (...)” (Sowía Asuriní); e “Com os mais velhos, quando nós estamos em reunião, quando eles estão juntoscom os jovens. Quando tem alguma coisa pra se discutir, a gente tem que responder na língua pra eles entendê. Com os filho, nomes de objeto, pra pedir, nome de colhé takuípia,pede coisas na língua (...).”
Links para entrevistas/reuniões com falantes de referência
7. Síntese
18 - Síntese
18.1 Nesse momento, qual ou quais línguas a pesquisa identifica como dominante para a vida cotidiana e valores culturais na comunidade, incluindo os fatores considerados nesse diagnóstico (aquisição, transmissão, usos, atitudes)? É possível estabelecer uma hierarquia entre as línguas nesse sentido?
Essa questão é uma espécie de síntese sobre todo o item usos linguísticos. Para responder essa questão sugerimos que importância social seja avaliada com base nos seguintes critérios: 1) Demografia: são mais importantes as línguas com um maior número de falantes e falantes potenciais. Esse é um critério puramente quantitativo – línguas mais populosas são mais importantes na comunidade – apesar de falantes potenciais requerer um olhar apurado sobre o valor cultural de uma língua; 2) Aquisição: em geral, são mais importantes as línguas que são adquiridas como primeira língua pela maioria da população. No entanto, se for detectado que uma língua está sendo aprendida como segunda língua por um número grande de pessoas na comunidade, é importante entender o porquê disso – o que consequentemente poderá colocar essa língua como uma das mais importantes na comunidade; 3) Domínios sociais: são mais importantes as línguas que são usadas na maioria dos domínios sociais da vida comunitária – sobretudo os domínios tidos como mais importantes. É, pois, necessário um olhar etnográfico apurado sobre esses domínios: quais deles são mais básicos para a vida social, quais deles são mais tradicionais ou mais inovadores, quais são tidos como culturalmente mais importante? É comum que haja um divisão dos domínios sociais e as línguas: e.g. Português é usado na escola e no trabalho, e Japonês é usado em casa e nas cerimônias religiosas. Ou é comum que num mesmo domínio mais de uma língua seja usada: e.g. em casa usa-se tanto o Português quanto o Alemão; 4) Valor cultural: São mais importantes as línguas cuja comunidade percebe como sendo mais marcante para identidade coletiva do grupo, aquelas que são atribuídas de um valor cultural diferenciado como uma referência cultural.
18.2 Justifique
A língua Asuriní está morrendo, mas a grande maioria dos Asuriní querem mantê-la, resgatar o conhecimento sobre ela e fazê-la tornar-se a principal língua de comunicação. querem o bilinguismo.
18.3 Panorama das línguas em contato
O Asuriní está correndo alto risco de desaparecimento. As famílias nucleares tendem a ser monolíngues em Português, e as famílias que mantêm a transmissão da língua são as famílias dos caciques mais conservadores. Atualmente os conservadores falam mais na língua e alguns se mudaram para uma aldeia mais distante par que lá as crianças ficassem sob menos influência do Português. Uma delas, a mais importante entre das novas aldeias, é a aldeia Ororitáwa.
O Mundurukú dificilmente terá ampliado seu uso, mas nada podemos dizer no momento.
2 - Comunidade Linguística
2.1 Número de falantes
31 falantes plenos e (dados de 2011) 9 falantes de variedade menos conservadora . Com dois óbitos agora são 29 falantes plenos.
2.2 Número de falantes parciais
64
2.3 Números de não-falantes
396
3.1 Na comunidade de referência
0
3.2 Na comunidade linguística
0
3.3 Em português na comunidade de referência
500
3.4 Em português na comunidade linguística
500
3.5 Nas demais línguas faladas no território na comunidade de referência
0
3.6 Nas demais línguas faladas no território na comunidade linguística
0
3.7 Observações
O falante Mundurukú principal foi abrigado pelos asuriní porque sofria ameaças do seu povo. No Trocará casou-se com uma Asuriní, mas ensina Mundurukú aos seus filhos.
4.1 Quantos também falam português na comunidade de referência?
500
4.2 Quantos também falam português na comunidade linguística?
500
4.3 Quantos também falam uma outra língua na comunidade de referência?
5 falam Mundurukú
4.4 Quantos também falam uma outra língua na comunidade linguística?
5
5.1 Quantos indivíduos na comunidade de referência que falam três ou mais línguas?
0
5.2 Quantos indivíduos na comunidade linguística que falam três ou mais línguas?
0
5.3 Quais são as línguas mais comuns faladas por indivíduos que dominam mais de duas?
Asuriní e Português.
6.1 Qual língua é mais comumente aprendida como primeira língua?
Língua 1 Português | Língua 2 Asuriní | Língua 3 Mundurukú
6.2 Qual língua é mais comumente aprendida como segunda língua?
A língua Asuriní
6.3 Para as línguas adquiridas como segunda língua, indique
Língua:
Asuriní
Em que fase da vida dos indivíduos a língua é adquirida?
Quando criança (mas no seio das famílais conservadoras). a escola apenas ensina vocabulário e frases.
Em que contextos sociais ela está sendo adquirida?
No seio das famílias.
Número absoluto de falantes fluentes
20
Número percentual de falantes fluentes
4%
Número absoluto de falantes com proficiência parcial
0
Número percentual de falantes com proficiência parcial
0
Número absoluto de não falantes
0
Número percentual de não falantes
0
11.1 Número de falantes com proficiência plena em leitura
12
11.3 Número de falantes com proficiência plena em escrita
10
11.5 Número de falantes com proficiência parcial em leitura
8
11.7 Número de falantes com proficiência parcial em escrita
1
11.9 Número de falantes sem proficiência em leitura
480
11.11 Número de falantes sem proficiência em escrita
479
12.1 Número de falantes com proficiência plena em leitura
300
12.3 Número de falantes com proficiência plena em escrita
200
12.5 Número de falantes com proficiência parcial em leitura
100
12.7 Número de falantes com proficiência parcial em escrita
50
12.9 Número de falantes sem proficiência em leitura
100
12.11 Número de falantes sem proficiência em escrita
100

