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Talian

Início Módulo 6 - Avaliação da vitalidade Linguística, Revitalização Talian

Metadados

Projeto

Língua Talian

Língua do Inventário

Talian

1. Ações de revitalização e promoção

1.1 Identificação e caracterização de ações de revitalização e promoção

  • Denominação da Ação

    Programas de rádio

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Listados nas páginas 10 e 11 do formulário

    Atividades Desempenhadas

    Programas e músicas em talian, convites para eventos das comunidades ítalo-brasileiras, textos relacionados à cultura taliana, histórias de membros da comunidade linguística etc.

  • Denominação da Ação

    Encontro Nacional dos Difusores do Talian, Fórum Nacional da língua Talian

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Associação dos difusores do Talian (Assodita), FIBRA

  • Denominação da Ação

    Festas e eventos envolvendo a língua e a cultura taliana

  • Denominação da Ação

    Pesquisas voltadas à língua e à cultura taliana

  • Denominação da Ação

    Leis de cooficialização e reconhecimento patrimonial do Talian em níveis municipais e estaduais

  • Denominação da Ação

    Cantores e corais talian

    Atores/Pessoas/Instituições envolvidos

    Listados na p. 16

2. Vitalidade linguística

2.1 Grau de vitalidade da língua

5-Vulnerável

2.2 Fatores a que se atribui o atual estado de vitalidade da língua

No geral, a pesquisa identificou situações de perda linguística e ameaças à vitalidade da língua. Está decretada, infelizmente, com estes dados, a morte pelo menos parcial da língua em curto ou médio prazo. Esse dado alarmante levanta a questão de quais seriam as chances de revitalização do talian, p. 32. No entanto, a pesquisa também identificou, entre os falantes, a manifestação de interesse pela manutenção da língua, o que tem resultado em maior transmissão, expansão dos usos e, consequentemente, aumentado as chances de vitalidade do talian, conforme se verifica no município de Erechim, por exemplo. Na tabela 8, há uma perda linguística na dimensão diageracional, em todos os pontos. Esse dado pode comprovar uma tendência generalizada de perda linguística de geração a geração, mesmo em um ambiente bastante favorável à manutenção da língua de origem. Isso também foi verificado nas demais regiões pesquisadas e nos dados do projeto BIRS, por Altenhofen, 1990, em todo o Rio Grande do Sul, e por Confortin, 1998, na Região do Alto Uruguai Gaúcho. Entretanto, ao se verificar o intervalo existente entre as gerações, nos quatro diferentes pontos, chama a atenção que Erechim, justamente o ponto mais urbanizado, e Severiano de Almeida, o ponto mais rural e mais isolado, tenham a situação mais estável, 8,20% e 7,02%, respectivamente, ou seja, apresentam a menor perda da língua minoritária entre as gerações GII e GI. Em outras palavras, nesses dois pontos há uma maior transmissão intergeracional. Erechim, por exemplo, a partir da década de 1970, vem construindo uma atitude positiva em relação à manutenção de sua diversidade étnico-linguístico-cultural e, no caso da italiana, por meio de instituições, principalmente nas áreas de negócio e lazer, com o uso da língua italiana, Federação das Associações Italianas do Norte do RS, Fainors, Comitê das Associações Vênetas do Rio Grande do Sul, Comvers, e Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, URI. Embora a ênfase seja dada ao uso e à aprendizagem do italiano-padrão, a manutenção do talian tem sido vista, nos últimos tempos, como fator de identidade, de conhecimento e culto às origens. É preciso dizer, também, que, embora se trate de um município com índice relativamente baixo de descendentes falantes, se comparado aos municípios de Jacutinga e de Severiano de Almeida, a transmissão intergeracional desponta como um carro-chefe na manutenção da língua. Isso também foi observado no município de Colombo/PR, relatório final, p. 30.

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