Metadados
Projeto
Língua do Inventário
1 - Comunidade de Referência
1.1 Número de falantes
813 (de uma população total de 964, excluindo-se, além de não-falantes e falantes parciais, também crianças de 5 e menos de 5 anos)
1.2 Número de falantes parciais
19
1.3 Números de não-falantes
20
7 - Taxa de Transmissão da língua de referência
7.1 Faixa Etária
Infância 0-12 | Juventude 13-25 | Adulta I 26-40 | Adultos II 41-60 | Idoso +60
8 - Grau de Transmissão da Língua de Referência
Grau de transmissão da língua
Observações
A transmissão da língua materna entre os Paiter na Terra Indígena 7 de Setembro está claramente em nível estável. Quase todos os residentes na área falam a língua; os que a falam com menos fluência ou não a falam são uma fração ínfima. Não parece haver correlação entre faixa etária e número de pessoas com fluência imperfeita, já que o número de casos excepcionais (não-Paiter, sobretudo brancos, que vivem na área) é bastante reduzido, e mesmo os filhos destes, em quase todos os casos, aprendem também a língua Paiter. As famílias Paiter que se encontram nas cidades (especialmente Cacoal), contundo, apresentam um quadro mais complexo, no qual já ocorrem exceções (filhos que aprendem sobretudo português, e cujo nível de fluência em Paiter é imperfeito ou inexistente) com certa frequência (uma estimativa dada por um falante, referindo-se aos Paiter em Cacoal, é de que 80% dos residentes falam a língua, enquanto que 20% falam mal ou não falam. Não há dados que corroborem esta estimativa, mas ela parece ser, impressionisticamente, correta, pelo menos em nossa opinião. Uma perda em andamento é a redução entre os jovens do conhecimento tradicional e o seu vocabulário associado. Os idosos reclamam que os jovens estão perdendo partes da língua, por exemplo nomes de plantas e outras espécies naturais, palavras das crenças tradicionais e a língua antiga, que aparece em mitos e contos.
9 - Escrita e Leitura
9.1 Identificar a existência de grafias
com múltiplos modelos de grafias.
9.2 Caracterizar as grafias existentes
9.3 Contrastar as grafias existentes
Em primeiro lugar, deve-se observar que nenhuma das ortografias representa, de modo consistente, duas características importantes da língua Paiter: o tom e a quantidade vocálica. Geralmente o tom está omitido. Duas delas (Bontkes e Cabral) marcam vogais longas, mas de modo inconsistente (note-se, por ex, o termo ikõr ‘gavião’, usado no título de uma das publicações feitas nessa ortografia, o qual é pronunciado [i.kṍ:r], com vogal nasal de tom alto e longa; o tom não é marcado, mas o prolongamento deveria tê-lo sido, com a letra h, ou seja, o termo deveria ser escrito ikõhr, segundo os princípios dessa ortografia). Além disso, notamos que: - a ortografia Seki aparentemente usa û e u para representar as vogais altas posterior [u] e central [ɨ], que as outras ortografias representam como o e u, respectivamente; - as ortografias Seki e Bontkes marcam as consoantes oclusivas não nasais em fim de sílaba como sonoras (b, d, g), e grafam o resultado nasal da colisão de duas consoantes oclusivas ([p] + [k] => [mŋ]) como nasal (p.ex., g̃amg̃ir) ou sonora-nasal (g̃abg̃ir); - a ortografia Cabral marca as consoantes oclusivas não nasais em fim de sílaba como surdas (p, t, k; a pronúncia destas consoantes é, de fato, surda: [p, t, k], embora possa-se discutir se elas são alofones, ou seja, variantes, das consoantes sonoras), e grafam o resultado nasal da colisão de duas consoantes oclusivas ([p] + [k] => [mŋ]) como surda-nasal (g̃apg̃ir).
9.4 As pessoas da comunidade costumam escrever na sua própria língua?
Não
9.6 Há quanto tempo existe o uso da escrita na língua de referência pela comunidade?
Há mais de 25 anos e menos de 75 anos
9.7 Pode-se dizer que existe uma tradição de textos escritos em diferentes gêneros discursivos na comunidade?
Não
9.9 As pessoas da comunidade costumam escrever em português?
Sim
9.10 Quais tipos de textos?
Cartas, mensagens em papel ou meios eletrônicos, formulários, pedidos
projetos, trabalhos escolares, textos ligados à interação com a sociedade envolvente.
9.11 Comente sobre as principais diferenças entre a prática de escrita e leitura na língua portuguesa e na língua de referência da comunidade
Deve-se dizer que o uso espontâneo da escrita, em qualquer língua, é raro dentro da T.I. Sete de Setembro. Quando ocorre o uso da escrita, este é, em geral, em português, em primeiro lugar porque a ocasião tende a ser do tipo que dependeria da escrita em português: trabalhos escolares, comunicação com a comunidade branca (burocracia, comunicados, treinamentos e oficinas especiais, etc.). Em situações “não oficiais”, onde a escrita não dependeria necessariamente do português (p.ex., cartas e mensagens enviadas a parentes em outras aldeias ou nas cidades circunvizinhas), o português ainda é preferencialmente usado: embora ocorra uso esporádico do Paiter escrito, este é geralmente considerado “difícil” pelos Paiter, uma vez que há “muitas palavras” que causam “dúvidas”, uma impressão certamente devida às inconsistências e erros dos sistemas ortográficos existentes Isto é verdade também, a fortiori, para os Paiter residentes fora da T.I., já que eles se vêem em contextos não-Paiter com maior frequência e sentem, consequentemente, ainda menos necessidade de escrever em Paiter. No seu TCC da UNIR-Jí-Paraná, “Alfabetização Intercultural Paiter Suruí: historiografando trajetórias do tempo ágrafo à cultura escrita”, de 2015, Naraykopega Suruí indica (p. 39) os seguintes contextos de uso da língua materna:
Escrita de versículos bíblicos: Igreja
Produção de textos a partir das histórias dos mais velhos: Escola
Ortografia da língua (sistematização): Comunidade
Listas de nomes próprios, de animais, plantas, aldeias, etc (alfabetização ao 3º ano): Escola
Elaboração de receitas da medicina tradicional com agente de saúde: Comunidade
Escritas em suporte tecnológico: e-mail, facebook, whatsap, blog, torpedo, etc: Comunidade
Segundo outros Paiter, as mensagens orais de WhatsApp entre Paiter são geralmente faladas na língua indígena, mas mensagens escritas de WhatsApp são geralmente escritas em português. Materiais elaborados por ONGs em Paiter não são muito lidos. Escrita é algo principalmente da escola e, pela prática tradicional dos missionários de usar a língua indígena como instrumento de evangelização, da igreja. Uma grande barreira no uso da escrita é a confusão, frequentemente mencionada pelos Paiter durante o levantamento, sobre como escrever a língua. Quando há conflitos sobre grafias, pessoas tendem a evitar os conflitos usando português. Geralmente, em muitas tribos, quando a escrita é inconsistente ou não reflete a fonologia da língua, é comum que os índios evitam seu uso.
10 - Paisagem Linguística
10.1 Quais são os principais tipos de textos escritos que costumam estar expostos na paisagem linguística das localidades de ocorrência da língua de referência:
Cartazes, faixas, banners e cartolinas
10.2 Caso tenha marcado a opção "outros", explique:
Note-se que “letreiros” aqui se refere sobretudo aos letreiros que identificam as escolas, e “cartazes” são em geral produzidos fora da T.I. e vem anunciar algum encontro ou atividade extra. No geral, a presença de textos escritos em público é muito pequena, quase insignificante, dentro da T.I.P
13 - Língua mais frequente
13.1 Língua mais frequentemente usada nas situações cotidianas
Paiter | Português
13.2 Ordem de frequência de uso
1.Paiter; 2. Português (quando há branco ou não Paiter envolvido)
13.3 Usos linguísticos especiais da língua de referência: Identificação dos usos especiais
Nome ou outra forma de identificação dos usos linguísticos especiais
Língua assoviada ; Língua antiga
Breve descrição das características formais e dos conteúdos de cada uso
Língua assoviada: Uma versão assoviada da língua Paiter, que transmite o tom e prolongamento das sílabas.
Língua antiga: Em cantos e mitos, aparecem formas antigas que não são entendidas pelos jovens.
Situações sociais onde tendem a ocorrer e pessoas que dominam essa forma de uso linguístico
Língua assoviada: Tradicionalmente, durante caçadas; hoje em dia, está em quase total desuso.
Língua antiga: Música e narrativas míticas.
14 - Situação Comunicativa
14.1 Situações comunicativas
As interações cotidianas — conversas, pedidos, ajudas, coordenação de trabalho, conflitos e demais situações do dia a dia — ocorrem em Paiter. O português é usado quando há participação de algum indivíduo que não fala Paiter.
14.3 Dinâmica dos usos da língua de referência
[3] Uso estável
14.4 Justificativa e detalhamentos sobre a dinâmica de usos
O Paiter é a língua normal das atividades do dia a dia e já ocupa todo o espaço tradicional disponível. Não há expansão relevante para novos domínios externos, já que eles costumam envolver não falantes.
15 - Usos linguísticos especiais da língua de referência
15.1 Uso linguístico especial
Língua assoviada
Língua antiga
15.2 Descrição das características formais e dos conteúdos
Língua assoviada: versão assoviada da língua Paiter, capaz de transmitir tom e prolongamento silábico. Língua antiga: formas antigas presentes em cantos e mitos, pouco compreendidas pelos jovens
15.3 Situações sociais de ocorrência
Língua assoviada: tradicionalmente usada em caçadas; hoje está em quase total desuso. Língua antiga: aparece em música e narrativas míticas
16 - Caracterização da situação atual dos usos linguísticos especiais
16.1 Proporção de indivíduos que conhecem o uso linguístico especial
Poucas pessoas
16.2 Frequência atual do uso linguístico especial
Menos do que antigamente
16.3 Situação da transmissão do uso linguístico especial
Não há pessoas aprendendo
16.4 Observações sobre os usos linguísticos especiais
Para uma língua vizinha, o Gavião de Rondônia, a existência de uma língua assoviada, a qual consegue expressar qualquer oração simples da língua Gavião normal através de assovios, é bem documentada, inclusive com trabalhos descritivos. No caso do Paiter, a maioria dos entrevistados afirma conhecer apenas alguns tipos de sinais assoviados, e afirma não poder “expressar qualquer oração” da língua Paiter com assovios. Há indicações, contudo, que uma língua assoviada capaz de expressar qualquer oração da língua Paiter existiu antigamente: algumas pessoas mencionaram a existência de tal língua; e o pesquisador Julien Meyer, especialista em línguas assoviadas, diz (em comunicação especial para nós) ter entrevistado alguns Paiter que se lembravam dela, e podiam produzir versões assoviadas de expressões da língua Paiter. Caso isso seja verdade (o que não pudemos confirmar no campo), então essa fala assoviada Paiter (ou versão assoviada da língua Paiter) está com pouco uso atualmente. O líder Iptabira diz que o assovio foi usado no mato e na guerra.
17 - Atitudes linguísticas da comunidade
17.1 Grau de atitudes dos falantes com relação à língua de referência
Observações
Os Paiter, em princípio, vêem a sua língua como um fato normal da vida cotidiana. Não parece haver um interesse específico na sua “expansão”, mas apenas uma crença de que ela é “forte” e não está “em perigo”. Além dessa importância, a língua Paiter também é vista como um marcador de identidade étnica (“é a nossa língua”), sobretudo em contatos e/ou confrontos com membros de outros grupos indígenas ou com brasileiros. Para a grande maioria dos Paiter, a transmissão da língua para as próximas gerações é “um fato normal” que “ninguém vai evitar”. Alguns, contudo, já começam a despertar para a ideia de que uma língua com mais de mil falantes ainda assim pode estar “em perigo de extinção”. A preocupação frequentemente expressada é que os jovens têm menos conhecimento da língua, não ‘falam direito’, tem influências de português e não conhecem muitas palavras do vocabulário tradicional.
17.2 Atitude em relação às demais línguas
Os Paiter vêem o português como chave para o progresso pessoal dentro da sociedade circundante (e há muitas coisas dessa sociedade, como a educação superior, que eles valorizam). Nota-se que essa ideia de progresso leva os Paiter inclusive a afirmarem (em um caso, na minha presença) que seria importante introduzir o ensino do inglês nas escolas dentro da T.I. Sete de Setembro, uma vez que o inglês é “uma língua importante” que ajuda no “sucesso”. Outras línguas da T.I. têm muito poucos falantes e não parecem produzir nenhum tipo específico de atitude para com elas. Todavia, os Paiter, como os outros grupos da família linguística, reconhecem o parentesco e semelhança entre as línguas e os dialetos da família Mondé e têm uma certa solidariedade com os povos relacionados.
18 - Síntese
18.1 Nesse momento, qual ou quais línguas a pesquisa identifica como dominante para a vida cotidiana e valores culturais na comunidade, incluindo os fatores considerados nesse diagnóstico (aquisição, transmissão, usos, atitudes)? É possível estabelecer uma hierarquia entre as línguas nesse sentido?
Língua 1 Paiter
Língua 2 Português
Língua 3 (Outras)
18.2 Justifique
Como detalhado em várias das respostas acima, o Paiter é a língua dominante dentro da T.I. Sete de Setembro em todos os sentidos do termo: número de falantes, atitudes de falantes e não-falantes, usos e domínios sociais, etc. O português, contudo, é uma língua com prestígio e em expansão, de modo que essa situação pode vir a mudar no futuro.
18.3 Panorama das línguas em contato
Na T.I. Sete de Setembro, há uma quantidade considerável de indivíduos bilíngues Paiter-Português. Estes ainda não compoem uma maioria, mas há indícios que o português está se expandindo (via a escola, e contatos com a sociedade envolvente), de modo que essa situação deve se alterar em futuro próximo. Como a língua cotidiana continua sendo o Paiter, esse bilingualismo não é expresso em contatos dentro ou fora da célula familiar (exceto quando algum não falante estiver envolvido). As demais línguas faladas na T.I. são-no em geral por membros de sua etnia (e seus descendentes) que vivem dentro da T.I., e estes são muito poucos para que haja uma influência importante. No geral, os Paiter se comportam simplesmente como um grupo para o qual o Paiter é a língua vital, de uso cotidiano, e para o qual o português vem adquirindo crescente importância.
Anexar mídia(s)/Fazer upload de mídia(s) relacionadas ao uso da língua
2 - Comunidade Linguística
2.1 Número de falantes
1.120 (usando-se 814/964 x a população total de 1.234 na TI = 1.041, mais uma estimativa de um falante em Cacoal de que 80% dos 100 Paiter que moram fora da TI falam Paiter)
2.2 Número de falantes parciais
24 (usando-se 19/964 x a população total de 1.234 na TI)
2.3 Números de não-falantes
45 (usando-se 20/964 x a população total de 1.234 na TI = 25, mais uma estimativa de um falante em Cacoal de que uns 20% dos 100 Paiter que moram fora da TI falam Paiter)
3.1 Na comunidade de referência
132
3.2 Na comunidade linguística
168 (usando-se 132/964 x a população total de 1.234 na TI)
3.3 Em português na comunidade de referência
20
3.4 Em português na comunidade linguística
25 (usando-se 20/964 x a população total de 1.234 na TI)
3.5 Nas demais línguas faladas no território na comunidade de referência
0
3.6 Nas demais línguas faladas no território na comunidade linguística
0
3.7 Observações
Consideraram-se aqui não falantes os que receberem nível de fluência ‘0’, como falantes parciais os que receberam nível de fluência ‘1’ ou ‘2’, e como falantes os que receberam o nível ‘3’. Falantes monolíngues são aqui os que receberam nível ‘3’ em uma língua e nível ‘0’ nas demais. Na estimativa para a comunidade linguística, considerou-se que nenhum dos 100 Paiter residentes fora da TI Sete de Setembro são falantes monolíngues.
4.1 Quantos também falam português na comunidade de referência?
393
4.2 Quantos também falam português na comunidade linguística?
503 (usando-se 393/964 x a população total de 1.234 na TI)
4.3 Quantos também falam uma outra língua na comunidade de referência?
Cinta Larga: 50
Uru Eu-Wau-Wau: 2
Gavião: 1
Tikuna: 1
Kamayurá: 1
Rikbatsa: 1
4.4 Quantos também falam uma outra língua na comunidade linguística?
Cinta Larga: 64 (usando-se 393/964 x a população total de 1.234 na TI)
Uru Eu-Wau-Wau: 2
Gavião: 1
Tikuna: 1
Kamayurá: 1
Rikbatsa: 1
4.5 Observações
Falantes bilíngues são aqui aqueles que têm nível 2 ou 3 nas duas línguas.
5.1 Quantos indivíduos na comunidade de referência que falam três ou mais línguas?
0
5.2 Quantos indivíduos na comunidade linguística que falam três ou mais línguas?
0
5.3 Quais são as línguas mais comuns faladas por indivíduos que dominam mais de duas?
Paiter e Português
6.1 Qual língua é mais comumente aprendida como primeira língua?
Paiter
6.2 Qual língua é mais comumente aprendida como segunda língua?
Cinta Larga e Português
6.3 Para as línguas adquiridas como segunda língua, indique
-
Língua:
Português
Em que fase da vida dos indivíduos a língua é adquirida?
infância/adolescência
Em que contextos sociais ela está sendo adquirida?
escola e contatos com brancos fora da TI Sete de Setembro
-
Língua:
Cinta Larga
Em que fase da vida dos indivíduos a língua é adquirida?
infância/adolescência; também fase adulta
Em que contextos sociais ela está sendo adquirida?
(Em geral, filhos com pai ou mãe Cinta Larga adquirem a língua na infância; pessoas casadas com falantes de Cinta Larga adquirem algum conhecimento da língua no contato com o cônjuge, dependendo do interesse. Há casos isolados de outras línguas -- Gavião, Zoró, etc. -- mas muito menos do que os casos de Cinta Larga.)
6.4 Há diferenças notáveis entre a aquisição da língua de referência em diferentes localidades investigadas?
Nas comunidades abrangidas pela pesquisa, nenhuma diferença importante foi observada. Em algumas aldeias menores pode haver alguma desproporção (p.ex., a aldeia da Placa, na linha 14, tem um número alto de falantes de Cinta Larga), mas trata-se de fenômenos isolados (na aldeia da Placa, o fundador era um Cinta Larga casado com uma Paiter).
Número absoluto de falantes fluentes
210
Número percentual de falantes fluentes
97,2%
Número absoluto de falantes com proficiência parcial
5
Número percentual de falantes com proficiência parcial
2,3%
Número absoluto de não falantes
1
Número percentual de não falantes
0,5%
Número absoluto de falantes fluentes
275
Número percentual de falantes fluentes
96,5%
Número absoluto de falantes com proficiência parcial
3
Número percentual de falantes com proficiência parcial
1,1%
Número absoluto de não falantes
7
Número percentual de não falantes
2,4%
Número absoluto de falantes fluentes
198
Número percentual de falantes fluentes
93%
Número absoluto de falantes com proficiência parcial
6
Número percentual de falantes com proficiência parcial
2,8%
Número absoluto de não falantes
9
Número percentual de não falantes
4,2%
Número absoluto de falantes fluentes
97
Número percentual de falantes fluentes
92,4%
Número absoluto de falantes com proficiência parcial
5
Número percentual de falantes com proficiência parcial
4,8%
Número absoluto de não falantes
3
Número percentual de não falantes
2,8%
Número absoluto de falantes fluentes
33
Número percentual de falantes fluentes
100%
Número absoluto de falantes com proficiência parcial
0
Número percentual de falantes com proficiência parcial
0%
Número absoluto de não falantes
0
Número percentual de não falantes
0%
Observações
Em princípio, todos os alunos que passam pelas escolas na reserva são alfabetizados na língua materna. A situação atual da escrita Paiter não foi estudada em detalhe, para determinar o grau de capacidade efetiva de ler e escrever, algo que não foi possível determinar pelas informações dos professores com quem conversamos. Alunos que completam as disciplinas são considerados alfabetizados. Porém, nas amostras, mesmo os professores mostram hesitação e inconsistência. Parece que todos os alunos avançados nas escolas têm alguma ideia dos símbolos das consoantes e vogais e vários conseguem adivinhar a pronúncia de palavras comuns escritas na língua Paiter. Então há uma base no uso de símbolos e sua interpretação.
Observações
Não foi discutida em detalhe em entrevistas com professores a alfabetização em língua portuguesa. Detalhes esporádicos levam a crer que o nível de sucesso seja melhor do que o da alfabetização em língua Paiter (há indivíduos capazes de utilizar o português escrito com um bom grau de consistência). Parece que os alunos avançados nas escolas geralmente têm algum entendimento do português escrito. Um número considerável de Paiter, que valorizam educação, continuam seus estudos nas universidades, alguns até no doutorado. Estes mostram influências do vernáculo regional mas têm controle suficiente para estudar nessas instituições.

