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INDL IPHAN
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Karo

Início Identificação da Pesquisa Karo

2 - Identificação da pesquisa

2.1 Nome de identificação da pesquisa

Inventário da língua Karo

2.2 Objetivo da Pesquisa

Produção de conhecimento para inclusão no INDL

2.3 Qual/Quais Línguas?

Karo

4 - Escopo do inventário

4.1 Qual o escopo do Inventário

Amplo

5 - Documentação da anuência

5.1 Documento de Anuência em Texto

5.3 Pedido de Reconhecimento da Língua

Pedido de Inclusão da Língua Karo no Inventário Nacional da Diversidade Linguística

8 - Identificação da área de abrangência da pesquisa

8.1 Nome para identificação da área de abrangência da pesquisa

Comunidade Linguística Karo-Arara

8.2 A área de abrangência da pesquisa foi escolhida com base:

na totalidade dos locais de ocorrência de uma única língua (inventário por língua)

8.3 País

Brasil

8.5 Estado e Município brasileiro

Rondônia - RO > Ji-paraná

8.6 Terras Indígenas

Igarapé Lourdes

10 - Mapas

Mapas

Módulos Relacionados

Caracterização Territorial

Karo

Comunidade Linguistica

Karo

Identificação e Caracterização da Língua Referência

Karo

Diagnóstico Sociolinguístico

Karo

Avaliação da Vitalidade Linguística, Revitalização

Karo

Metadados de destaque

Projeto

Língua Karo

Língua do Inventário

Karo

3. Identificação e Síntese da Língua

3.1 Nome da Língua

Karo

3.2 Família Linguística

Ramarama

3.3 Síntese

Sendo a única língua da família denominada Ramarama, pertencente ao tronco Tupi, o Karo é falado majoritariamente pelos Karo-Arara, que somam cerca de 321 pessoas considerando aquelas residentes nas aldeias karo-araras. Desse contingente populacional, cerca de 306 pessoas são consideradas falantes da língua, sendo 90% de falantes plenos. Além desse povo, quatro homens que se auto-identificam como Gavião e residem em aldeias Karo-Arara dizem ser falantes plenos de Karo. Outros três são falantes parciais. Duas mulheres não indígenas casadas com homens karo-araras compreendem razoavelmente a língua. Seus filhos de casamentos anteriores, um rapaz e um menina, são falantes plenos. Todos os falantes levantados por esse inventário moram nas aldeias karo-araras, localizadas na Terra Indígena Igarapé Lourdes. Segundo dados do levantamento demográfico dos indígenas residentes nas aldeias do município de Ji-Paraná (Sesai 2016), há cerca de 44 pessoas identificadas como Karo-Arara residindo em aldeias gaviões (também situadas na TI Igarapé Lourdes) e nas cidades de Ji-Paraná e Porto Velho. A grande maioria é formada por jovens filhosde casamentos de pais Karo-Arara e Gavião ou cujas mães contraíram matrimônio com Gavião. Muitos nunca viveram junto aos Karo-Arara, embora seja muito possível que na infância tenham ficado alguns períodos em aldeias desse povo, uma vez que é comum que jovens casais revezem-se entre períodos de residência na casa da família do marido e da família da esposa até fixarem residência. De todo modo, não verifiquei a proficiência na língua dessas pessoas. Pela idade e pelos nomes que circulam até hoje nas aldeias Karo-Araras, calculo que pelo menos dez pessoas desse universo de 44 devem falar a língua karo. Esses falantes não compõem esse inventário na medida em que não tenho informações precisas sobre a proficiência dessas pessoas. Todas as informações referentes ao número de falantes que constam nesse inventário são referentes ao período de setembro de 2016. Nas duas aldeias araras mais antigas, Iterap e Paygap, as pessoas dominam completamente a língua e, em diferentes graus, o português. Por Iterap me refiro a um conjunto de sete sessões residenciais, que distam entre 100 e 700 metros umas das outras (ver “características sociais” no item 2.2.1). Todas essas sessões originaram-se da aldeia central, denominada Iterap, e mantêm com ela relações das mais diversas, que envolvem o uso dos serviços de saúde e educação, visitas a parentes, participação nos jogos de futebol e de vôlei. É comum que várias pessoas residam períodos em Iterap e períodos nesses núcleos residenciais mais afastados, que podem ser chamados de sítios , em português. O caso da aldeia Cinco Irmãos, fundada em 2011, é mais complexo. A aldeia é composta por uma família que, com exceção da matriarca D. Janete, jamais tinha vivido junto aos Karo-Arara. Dona Janete casou-se com um seringueiro na década de 1970 e quando foi contatada pela Funai para juntar-se aos seus parentes no início da década de 1990 vivia em Porto Velho como marido e cinco filhos. Em 1994, o casal e parte dos filhos foi viver com os parentes em Paygap, onde permaneceram por cerca de quatro anos antes de retornarem para Porto Velho. Em 2005: voltaram a viver em Paygap e em 2011 abriram a aldeia Cinco Irmãos. Dois netos de Dona Janete aprenderam a se comunicar na língua, mas os demais dizem entender pouco. Mesmo Dona Janete prefere comunicar-se em português, alegando que não sabe mais falar na gíria . Assim, todas as pessoas com mais de 12 anos que se auto-identificam como Karo-Arara e não falam o idioma (um total de cinco pessoas) são provenientes dessa: família. Embora esse relatório contenha informações sobre a aldeia Cinco Irmãos e os falantese não falantes que nela residem, a pesquisadora não visitou essa aldeia por ocasião do levantamento para o diagnóstico da situação da língua Karo. Outro ponto interessante é relação que seis homens cujas idades variam entre 54 e 69 anos estabeleceram com a língua. Tendo se separado de seus parentes na infância ou juventude para trabalharem com diferentes patrões , retomaram o contato com os Karo-Arara quando já adultos. Nenhum deles se lembrava da língua. Tiveram que reaprende-la. Assim, quatro desses homens compreendem perfeitamente o idioma, não tendo, entretanto, readquirido a capacidade de falar a língua materna. Assim, todos, inclusive esposas e filhos, se dirigem a eles exclusivamente em Karo e eles respondem em português. O mais velho desses homens, ensinado pela sogra, reaprendeu a falar. Outro compreende tudo e fala razoavelmente. Dado que se trata de um inventário amplo, ressalta-se que a comunidade de referência e a comunidade linguística são equivalentes. Elas incluem todos os residentes nas aldeias karoararas, o que inclui além das 321 pessoas identificadas a essa etnia, 8 Gavião-Ikoleng, 1 Karipuna e 8 não indígenas, perfazendo um total de 338 pessoas. O levantamento foi realizado em duas etapas: entre 12 e 29 de maio de 2016, com períodos de trabalho em Ji-Paraná e nas aldeias Iterap e Paygap, e entre 19 e 29 de setembro do mesmo ano, ocasião em que o trabalho concentrou-se em Iterap, a aldeia mais populosa e com diferentes núcleos residenciais.

1.2 Endereço da Instituição

Av. Magalhães Barata, 376
CEP 66040-170, Belém, PA

1.3 Nome do responsável pela instituição

Nilson Gabas Junior

1.5 Nome do responsável pela pesquisa

Júlia Otero dos Santos | Sebastião Kara’yã Péw

1.6 Contatos (e-mail e telefone) do responsável pela pesquisa

juliaoterosantos@gmail.com
(91) 98109-5747

1.7 Tipo de Instituição

Instituição Pública Federal

1.8 Credenciais da equipe

Júlia Otero dos Santos: professora de antropologia na Universidade Federal do Pará (UFPA), doutora em antropologia pela Universidade de Brasília (2015). Realizou estágio pós-doutoradono Museu Paraense Emilio Goeldi (2106). Desde 2010 realiza pesquisa junto aos Karo-Arara da Terra Indígena Igarapé Lourdes. Os professores Sebastião Arara, licenciado em Licenciatura Intercultural pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) e Sandra Arara, graduanda do mesmo curso, trabalharam como assistentes dessa pesquisa.

6.1 Houve pesquisa de campo para a produção de dados originais?

Sim

6.2 Quais dados do formulário foram produzidos e/ou atualizados em campo?

Módulo 4. Identificação e caracterização da língua de referência Módulo 5. Diagnóstico sociolinguístico (todo) Módulo 6. Avaliação e vitalidade linguística, revitalização e promoção

6.3 Com relação aos dados secundários, explique sumariamente: Quais tipos de dados foram atualizados em campo?

Dados sobre os falantes e a situação da língua na comunidade

6.4 Com relação aos dados secundários, explique sumariamente: Para quais tipos de dados houve pouca ou nenhuma atualização?

Caracterização da língua e aspectos sociais e ecológicos da comunidade de referência.

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Próximo itemKawahiba dos Karipuna
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Todas as informações sobre as línguas disponibilizadas no portal são de autoria das instituições responsáveis pelas pesquisas e das respectivas comunidades de referência, e dizem respeito ao momento em que as pesquisas foram realizadas.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

SEPS 702/902, Bloco B, Centro Empresarial Brasília 50, Torre Iphan

Ficou alguma dúvida? Entre em contato com a equipe do INDL:

E-mail: 
diversidade.linguistica@iphan.gov.br 

Telefones:
(61)2024-5416 | (61)2024-5419 | (61)2024-5422  

Imprensa 

Para assuntos de imprensa, entre em contato por meio da Coordenação-Geral de Comunicação do Iphan (CGCOM) na Sala de Imprensa. 

Ouvidoria 

Outros assuntos como críticas, elogios ou denúncias podem ser feitas na Ouvidoria do Iphan.