2 - Identificação da pesquisa
2.1 Nome de identificação da pesquisa
Inventário da Língua Salamãi
2.2 Objetivo da Pesquisa
Produção de conhecimento para inclusão no INDL
4 - Escopo do inventário
4.1 Qual o escopo do Inventário
Amplo
8 - Identificação da área de abrangência da pesquisa
8.1 Nome para identificação da área de abrangência da pesquisa
Tubarão-Latundê | Sagarana | Cassupá e Salamãi | Cidade de Porto Velho | Cidade de Guajará-Mirim
8.2 A área de abrangência da pesquisa foi escolhida com base:
numa região multilíngue (inventário regional)
8.3 País
8.5 Estado e Município brasileiro
Rondônia – RO > Chupinguaia | Rondônia – RO > Guajará-Mirím | Rondônia – RO > Porto Velho
8.6 Terras Indígenas
10 - Mapas
Metadados de destaque
Projeto
Língua do Inventário
3. Identificação e Síntese da Língua
3.1 Nome da Língua
Salamãi
3.2 Família Linguística
3.3 Síntese
A língua Salamãi é uma língua da família Mondé, tronco Tupí, lembrada por 2 senhoras idosas: Dona Maria Campés na cidade Porto Velho e Dona Peridalva Aikanã na T.I. TubarãoLatundê. Possivelmente não há mais falantes fora dessas duas senhoras. A população étnica Salamãi é dispersada pelo estado de Rondônia e é estimada em algumas fontes a aproximadamente 10 pessoas. Alguns descendentes dos Salamãi moram nas cidades Porto Velho e Guajará-Mirim, alguns se juntaram com os Cassupá (subgrupo dos Aikanã) na Comunidade Indígena Cassupá e Salamãi no km 5,5 em Porto Velho, e alguns moram na T.I. Sagarana onde são registrados como Aruá (v. seção 3.3.2). Os Salamãi moravam tradicionalmente na região entre as cabeceiras do rio Barão de Melgaço e o médio rio Pimenta Bueno ou Apediá, no sudeste do Estado de Rondônia. Os povos vizinhos tradicionais eram os Aikanã (ou Massaká, Kassupá, Huarí, Mondé e Tubarão, de língua isolada), Kwazá (ou Koaiá, língua isolada), Kanoê (língua isolada), Kepkiriwat (língua Tupí extinta) e povos Nambikwara. O nome Salamãi é a autodenominação (Castro Faria 2001) e é encontrado pela primeira vez em 1913, como Charamein (Anônimo 1916). Os Salamãi são conhecidos também por alguns outros nomes. O nome Mondé (em ortografia variável) é um nome pessoal Salamãi deum líder de um subgrupo misto Salamãi com Aikaná (igual Tubarão, que é uma corruptela do nome Gubal ’ um também nome pessoal Salamãi de um líder de um subgrupo misto Salamãi com Aikaná). Um outro nome encontrado na literatura é Sanamãika, que é provavelmente derivado da autodenominação. Não deve-se confundir o nome dos Salamãi com Salumã, nome antigo dos Enawenê-nawê (povo de língua Arawak em Mato Grosso). [ Observação : Referências bibliográficas estão listadas no final do formulário.]
1.1 Nome da Instituição
1.3 Nome do responsável pela instituição
Dra. Ana Luisa Kerti Mangabeira Albernaz, Diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi
1.5 Nome do responsável pela pesquisa
Hendrikus (Hein) G.A. van der Voort
1.7 Tipo de Instituição
Instituição Pública Federal
1.8 Credenciais da equipe
Dr. Hendrikus Gerardus Antonius van der Voort, nom de plume Hein van der Voort, doutoradoem pela Universidadede Leiden (Leiden, Paises Baixos), CV Lattes , tem extensa experiência com descrição linguística, tendo trabalhado desde 1995 com várias línguas indígenas brasileiras diferentes, sobre as quais publicou artigos e livros. Sua experiência maior é com as línguas isoladas de Rondônia, sobretudo o Kwazá, mas também com Aikanã e Kanoé, da mesma região. Além disso, trabalhou intensivamente com as línguas Arikapú e Djeoromitxí, que pertencem à família Macro-Jê. Por final, tem realizado documentação limitada de algumas outras línguas de Rondônia: Latundê (uma língua da família Nambikwara) e Wayoró, Tuparí, Makuráp, Akuntsú e Salamãi (todas da família Tupí). Além destas línguas, o Dr. van der Voort também trabalhou com falantes de línguas de outras partes do mundo, sobre as quais publicou também. O Dr. van der Voort sempre considerou aspectos sociolinguísticos, históricos e antropológicos das comunidades de falantesde todas estas línguas e é coordenador de um projeto de documentação abrangente de língua e cultura Aikanã e Kwazá, financiado pela Fundação Volkswagen, dentro do programa alemã DobeS (Descrição de Línguas Ameaçadas). [Observações: (1) Ao longo do formulário eu (Hein van der Voort) criei às vezes minhas próprias observações, indicado em itálico como Obs. HV : ....; (2) Minhas referências a subseções deste formulário sempre começam com o número do módulo, ou seja, a presente seção é 1.1.]
6.1 Houve pesquisa de campo para a produção de dados originais?
Sim
6.2 Quais dados do formulário foram produzidos e/ou atualizados em campo?
falantes, aquisição, transmissão, amostras de uso
6.3 Com relação aos dados secundários, explique sumariamente: Quais tipos de dados foram atualizados em campo?
falantes, aquisição, transmissão
6.4 Com relação aos dados secundários, explique sumariamente: Para quais tipos de dados houve pouca ou nenhuma atualização?
amostras de uso

