2 - Identificação da pesquisa
2.1 Nome de identificação da pesquisa
Inventário da Língua Paiter (Suruí de Rondônia)
2.2 Objetivo da Pesquisa
Produção de conhecimento para inclusão no INDL
4 - Escopo do inventário
4.1 Qual o escopo do Inventário
Amplo
8 - Identificação da área de abrangência da pesquisa
8.1 Nome para identificação da área de abrangência da pesquisa
Território da Língua Paiter de Rondônia
8.2 A área de abrangência da pesquisa foi escolhida com base:
na totalidade dos locais de ocorrência de uma única língua (inventário por língua)
8.3 País
8.4 Região
8.5 Estado e Município brasileiro
Rondônia – RO > Cacoal | Rondônia – RO > Espigão d’Oeste | Mato Grosso – MT > Rondolândia
8.6 Terras Indígenas
10 - Mapas
Metadados de destaque
Projeto
Língua do Inventário
3. Identificação e Síntese da Língua
3.1 Nome da Língua
Paiter (Suruí de Rondônia)
3.2 Família Linguística
3.3 Síntese
A língua Paiter (Suruí de Rondônia) é falada pelo povo Paiter (autodenominado paíteer ‘nós mesmos’), atualmente situado em 27 aldeias na Terra Indígena Sete de Setembro, situada parcialmente no município de Cacoal, em Rondônia, e parcialmente no município de Rondolândia, em Mato Grosso. Nessas aldeais vivem 1.234 indivíduos (dados da FUNASA/2016), dois quais 69 são não-Paiter (sobretudo brancos e Cinta Larga, com membros isolados de outras etnias: um Gavião, um Zoró, uma Kamaiurá, etc.) e 1.165 Paiter. Há, além disso, 100 Paiter que moram fora da Terra Indígena Sete de Setembro, 89 em cidades próximas, sobretudo Cacoal, e 11 em áreas indígenas não-Paiter (dados da FUNASA/2016), totalizando 1.276 membros da etnia Paiter. Entre os citadinos, os nascidos e criados dentro da Terra Indígena Sete de Setembro têm o Paiter como língua materna, enquanto que seus descendentes, com certa frequência (observações esporádicas), não têm mais um alto grau de fluênciaou, em alguns casos, não mais falam a língua Paiter. No geral, a maioria absoluta dos membros do povo Paiter são falantes nativos da língua Paiter (os 1.165 Paiter que vivem na Terra Indígena Sete de Setembro, todos falantes, já representam 92% dos Paiter; acrescentando-se os falantes que moram forada Terra Indígena, cremos que o total se eleve a mais de 95%). Verificou-se, durante o levantamento, que há apoio para o uso da língua Paiter na escola, inclusive no ensino de tópicos não tradicionais (biologia, ciências, etc.), embora os materiais disponíveis sejam considerados inadequados. A razão principal parece ser a ausência de uma ortografia acurada e padronizada, além de materiais de alfabetização escritos nela, apesar de vários esforços independentes (missionários, linguistas, etc.) para a sua produção. Uma outra observação sobre a situação da língua é que várias aldeias estão perdendo a cultura verbal tradicional por influência evangélica. Os dados coletados na pesquisa para este inventário, através de entrevistas com habitantes locais, cobrem 21 (77,8%) das 27 aldeias, totalizando 964 indíviduos, 906 Paiter e 58 não-Paiter (20 não falantes de Paiter, 38 falantes nativos ou parciais de Paiter), ou seja, 82,7% da população da Terra Indígena Sete de Setembro. Estas 21 aldeias constituem a área de abrangência da pesquisa. O conjunto dos indivíduos levantados na área de abrangência constitui a comunidade de referência, oposta à comunidade linguística, a qual inclui todos os indivíduos falantes da língua Paiter, residentes dentro ou fora da área de abrangência da pesquisa. Esta é a comunidade de referência (ou seja, o conjunto de todosos indivíduos levantados na área de abrangência da pesquisa), oposta à comunidade linguística (o conjunto de todos os indivíduos falantes de Paiter, residentes dentro ou fora da área de abrangência da pesquisa). A área de abrangência define-se aqui como as 21 aldeias levantadas dentro da Terra Indígena Sete de Stembro.
1.1 Nome da Instituição
1.3 Nome do responsável pela instituição
Dra. Ana Luisa Kerti Mangabeira Albernaz, Diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi
1.5 Nome do responsável pela pesquisa
Sérgio Meira de Santa Cruz Oliveira | Denny Moore
1.6 Contatos (e-mail e telefone) do responsável pela pesquisa
asehpe@gmail.com
dennymoore5@gmail.com
091-3266-4014
1.7 Tipo de Instituição
Instituição Pública Federal
1.8 Credenciais da equipe
Dr. Sérgio Meira de Santa Cruz Oliveira, doutorado em 1999 pela Universidade de Rice (Houston, Texas), tem extensa experiência com descrição linguística, tendo trabalhado com mais de 10 línguas indígenas diferentes, sobre as quais publicou artigos e livros. Sua experiência maior é com línguas da família Caribe, sobretudo o Tiriyó (falado no norte do Estado do Pará e no sul do Suriname), mas também com Wayana, Apalaí, Akuriyó, Carijona (Karihona), Waiwai, Hixkaryana, Katxuyana, Bakairi e Yukpa. Na família Tupi, à qual pertence a língua Paiter, o Dr. Meira teve maior experiência com o Sateré-Mawé e o Tembé. Além destas línguas, o Dr. Meira também trabalhou com falantes das línguas Taruma (isolada) e Wapishana (Arawak), sobre as quais pretende escrever artigos. O trabalho do Dr. Meira sempre envolveu um contato direto com as comunidades falantes das línguas com que trabalhou, bem como grande atenção às suas necessidades linguísticas e documentais; o resultado mais recente é um livro de histórias da língua Tembé, a ser publicado, em conjunto, pelo Museu Goeldi e pelo IDEFLOR-BIO do Estadodo Pará. Denny Moore, doutorado da City University of New York em 1984, linguista do Museu Goeldi desde 1986, tem mais de 36 meses no campo com grupos indígenas, investigou a língua Gaviãode Rondônia intensivamente e coordenou vários projetos de pesquisa linguística, documentação e ajuda prática aos indígenas.
6.1 Houve pesquisa de campo para a produção de dados originais?
Sim
6.2 Quais dados do formulário foram produzidos e/ou atualizados em campo?
Dados sobre a educação em língua Paiter, bem como dados sobre a situação atual da língua e cultura Paiter - Os dados utilizados foram fornecidos pela SEDUC de Cacoal, bem como (em entrevistas) com alguns dos professores indígenas que trabalham nas escolas da Terra Indígena Sete de Setembro.

