1.3 Língua do Inventário
Saiba mais sobre esta língua
Conheça a língua
2.1 Modalidade da língua
Oral-auditiva
Autodenominações
1.5 Autodenominações
Aikanã | Cassupá | Masaká | Wiikuruta | Wiizakii | Maru
Observações
1.6 Observações sobre autodenominações
A etimologia do nome Aikanã é desconhecida. Este nome refere tanto a língua quanto e ao povo em geral. Não há outros nomes para se referir à língua. Porém, com respeito a função de etnonimo, há alguns subgrupos do povo que tendem a ser referidos por outros nomes.
Como resumido nas seções 2.3 e 3.1. Cassupá (ortografia adotada pelo subgrupo) e Masaka (em ortografa variável: Massaká, Massacas, etc.) são nomes pessoais de lideres de certos subgrupos antigos de etimologia desconhecida. A maioria dos Cassupá mora no territorio Comunidade Indigena Cassupa e Salamãi a 5.5 km de Porto Velho e às vezes se apresentam junto com os Salamãi como uma etnia unificada.
O nome Wiikuruta (fonologicamente /waikuruta/) provavelmente é originalmente o nome de um grupo/cla dos Aikanã que habitavam o lado direito do alto rio Pimenta Bueno. Os Aikanã foram mencionados na literatura escrita pela primeira sob esse nome como "Uapurata” em 1913 num mapa feito pela Comissão Rondon (cf. Rondon & Faria, 1948). Uma idosa senhora Salamãi recentemente afirmou que os antigos Salamãi referiram aos Aikanã com o nome Waipurutá'e (com o sufixo plural -e do Salamãi). A etimologia do nome é desconhecida, e não pode se excluir a possibilidade que foi um nome originalmente dado por um outro grupo. O nome é também encontrado como Waikorotá em Caspar (1975), que lhes menciona como inimigos dos Tuparí, localizados a consideravel distância no leste.
O nome Wiizakii (fonologicamente /wãizakai/) é originalmente o nome| de um grupo/cla dos Aikanã que habitavam o lado esquerdo do alto rio Pimenta Bueno. Os Aikanã traduzem o nome como "aqueles que moram longe”, e é possível que a etimologia envolve as raizes verbais wa- “morar" e iza- “ser longe", e o nominalizador -i.
O nome Maru é um nome pejorativo significando 'cervo, veado’ referindo a alegadas praticas incestuosas (e provavelmente nao por causa de uma conotação moderna da palavra brasileira 'veado' com homossexualidade). De fato, Maru não é uma verdadeira autodenominação, porque ninguem se identifica como descendente dos maru 'ene. É sempre uma outra pessoa que alegadamente é.
Todos os nomes, quando referindo a grupos, recebem o sufixo coletivo -ene, então: aikanã'ene, wiikuruta'ene, maru'ene, etc. Os nomes dos antigos subgrupos Wiikuruta e Wiizakii (e em menor escala Cassupá e Masaká) vivem mais na memória dos idosos, e eles podem indicar quem é descendente de qual grupo. Na comunidade atual dos Aikanã o descendentes desses subgrupos vivem misturados e as divisões vigentes hoje referem a famílias específicas ou a locais, como aldeia Rio do Ouro, aldeia Gleba, e o território dos Cassupá/Salamãi no km 5,5 em Porto Velho (cujos habitantes são conhecidos sob os nomes tradicionais de Cassupá e Salamãi, mas que são de fato unificados pela história da odisséia que lhes levou a Porto Velho).
Existe alguma variação na língua que deve representar uma relíquia de variação dialectal nos tempos antigos. Porém, não é possivel conectar essa variação sistematicamente com descendência de subgrupos regionais antigos. Depois da dizimação e desenraização dos grupos antigos Aikana (provavelmente incluindo membros de determinadas etnias vizinha: também) formou-se uma sociedade mista onde é impossivel identificar padrões dialetais antigos.
Heterônimos
1.7 Heterônimos
Huarí | Mondé | Tubarão | Kolumbiara
1.9 Denominação de ampla circulação
Aikana
Pessoas de Referência
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1.1 Identificação e Caracterização da Língua Referência - Nome da língua
Aikaña
1.2 Projeto
1.3 Língua do Inventário
1.11 Denominação adotada neste formulário
Aikanã
1.12 Justificativa da denominação adotada
Este nome refere tanto a lingua quanto e ao povo em geral.
5 - Identificação de línguas e variedades
Esta seção registra a existência de línguas ou variedades relacionadas à língua de referência, bem como suas características sociolinguísticas, locais de uso e níveis de inteligibilidade. O objetivo é identificar diferenças, proximidades e relações entre formas linguísticas utilizadas pela comunidade ou por grupos associados.
5.1 Identificação de línguas e variedades
Localidades ou regiões onde é falada
Sudeste de Rondônia, nas T.l.s Tubardo-Latundé e Kwaza do
Rio São Pedro e nas cidades vizinhas.
acesse imagens e vídeos da comunidade de referência
-
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Acesse a página Igreja da aldeia Tubarão Rio do Ouro
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3 - Historicidade da língua
Esta seção reúne informações sobre a presença histórica da língua de referência no território e sobre os principais marcos temporais relacionados à trajetória da comunidade linguística. O registro desses elementos permite compreender a continuidade, as transformações e os processos históricos associados ao uso da língua.
3.1 A língua é falada no território nacional há pelo menos três gerações?
Sim
3.2 Indique os marcos temporais que caracterizam a história da comunidade linguística
1875 chegada das primeiras famílias italianas a Nova Milano/Farroupilha formação rápida de uma coiné a partir da convivência de cerca de dezoito dialetos entre imigrantes de diferentes regiões da Itália
3.3 Observações sobre historicidade
Em algumas comunidades típicas continua prevalecendo o dialeto de origem, mesmo com interferência da coiné hoje denominada talian
4 - Classificação Linguística
Esta seção apresenta a classificação linguística da língua de referência, incluindo sua inserção em troncos, famílias ou outros agrupamentos linguísticos, bem como suas relações com línguas geneticamente próximas ou de origem comum. Essas informações contribuem para a compreensão da posição da língua no conjunto das línguas existentes.
4.1 Tipo de língua
4.2 Línguas de origem
Dialetos do norte da Itália
4.3 Classificação linguística
4.4 Especificar outra classificação linguística
coiné de imigração italiana
4.5 Tronco linguístico
4.6 Família linguística
4.6 Listar as línguas geneticamente mais próximas
Italiano

Escolas no território
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9.1 Escolas
9.1.1. Há professores que falam a língua de referência?
Sim, mas há muitos professores que não falam a língua
9.1.2 Há Materiais didática na e sobre a língua de referência ?
Sim, mas existem ainda muito poucos e/ou de baixa qualidade
9.1.3 Observações (professores e materiais didáticos)
Suponho que se trata de escolas na comunidade de referência. Não tem *muitos” professores. Talvez a metade deles é não-indígena e não fala a língua. Somente a cartilha de AIKANÃ (Org., 2010) e o dicionário da SILVA eral. (2014) estão disponiveis em grande quantidade.
Bibliografia sobre/na língua
Mais informações
6 - Situação político-jurídica
Esta seção registra o reconhecimento formal da língua de referência em instrumentos legais ou normativos, como processos de oficialização, patrimonialização ou regulamentação. As informações reunidas permitem identificar o status jurídico da língua e sua inserção em políticas públicas de proteção, valorização e promoção.
6.1 Oficialização
Língua não-oficial
6.2 Patrimonialização
Língua sem reconhecimento patrimonial





