Status do Processo de Reconhecimento
1.3 Língua do Inventário
Saiba mais sobre esta língua
Conheça a língua
2.1 Modalidade da língua
Visuo-espacial
Autodenominações
1.5 Autodenominações
Surdos, Surdo-mudo, Mudinhos, Libras, LSB, Liguagem de Sinais, Mímica, Ouvinte
Observações sobre autodenominações
1.6 Observações sobre autodenominações
Surdos - Forma de autodenominação da pessoa surda disseminada pelas pessoas que pertencem à comunidade surda. Surdo-mudo - Forma de autodenominação antiga que aparece em algumas associações de surdos, mas que atualmente é ainda usada apenas por aqueles que desconhecem os surdos. Existiu um movimento por parte dos surdos na década de 1990 que tinha o slogan "surdo-mudo: apague essa ideia". Os surdos começaram a usar apenas o termo "surdo" para se autodenominarem no sentido de afirmar a ideia que eles não eram "mudos", pois tinham a sua língua verbal, a língua de sinais. Mudinhos - Forma pejorativa de referência aos surdos, normalmente usada por pessoas que zombam dos surdos. Libras - Forma de autodenominação da língua disseminada pelas pessoas que pertencem à comunidade surda e em diferentes instâncias, tais como: instâncias legais, políticas, educacionais, acadêmicas e sociais. LBS - Forma de autodenominação da língua no meio acadêmico. Há várias teses e dissertações que usam a sigla LSB ao invés de usarem o termo Libras, apesar deste último ser amplamente difundido e usado para referir a língua na própria Lei n. 10.436/2002 e no Decreto n. 5.626/2005 e, também, em diversos materiais acadêmicos, assim como na identificação dos Cursos de Letras Libras. Linguagem de Sinais - Forma usada normalmente na mídia e por pessoas que não conhecem a comunidade surda. Mímica - Forma pejorativa de referência à língua, normalmente usada por pessoas que não tem nenhum conhecimento da língua de sinais. Ouvinte - Forma de referência às pessoas que não são surdas, ou seja, as que ouvem e falam uma língua falada. Esse termo é usado com um sentido mais amplo para referir qualquer pessoa que não seja surda, mas também é usado de forma restrita para referir a pessoa que não pertence à comunidade surda.
Heterônimos
1.9 Denominação de ampla circulação
Libras

5 - Identificação de línguas e variedades
Esta seção registra a existência de línguas ou variedades relacionadas à língua de referência, bem como suas características sociolinguísticas, locais de uso e níveis de inteligibilidade. O objetivo é identificar diferenças, proximidades e relações entre formas linguísticas utilizadas pela comunidade ou por grupos associados.
5.1 Denominação da variedade ou língua
Os surdos brasileiros identificam a sua língua como Língua Brasileira de Sinais - Libras - uma língua nacional. Eles reconhecem que a Libras apresenta variedades, mas ao mesmo tempo a consideram uma língua nacional, ou seja, identificam-na com uma unidade linguística. As variações identificadas são de ordem lexical, assim como observado na Língua Portuguesa. Também identificam-se expressões usadas especificamente entre diferentes grupos de surdos que usam a Libras. No âmbito da pesquisa realizada, identificamos variantes por idade, por grupo social e variações regionais no nível lexical. Assim, o levantamento considera as variantes identificadas como parte de uma mesma língua com relação à língua de referência.
5.2 Localidades ou regiões onde é falada
todo o território brasileiro
5.3 A equipe possui dados sobre essa variedade
Sim
5.4 Classificação da variedade
Mesma língua com relação à língua de referência
5.6 Grau de inteligibilidade
1 - totalmente inteligível com a língua de referência
5.7 Grau de percepção dos falantes
2-Falantes reconhecem diferenças mais perceptíveis de sotaque, léxico e gramática (ex. português do Brasil e português de Portugal)
5.8 Observações sobre variedades linguísticas
A Libras é falada por diferentes segmentos sociais da comunidade linguística (surdos mais velhos, surdos jovens universitários, surdos homossexuais, surdos de nível social mais baixo).
É totalmente inteligível com a língua de referência, exceto em alguns casos de surdos muito mais velhos ou surdos sem nenhum grau de escolaridade e nível social muito baixo que geram um certo grau de dificuldade maior na sua compreensão.
5.9 Diferenças estruturais entre línguas consideradas uma mesma Língua
Variações principalmente lexicais, tal como na língua portuguesa
5.10 Divergências na literatura sobre línguas consideradas línguas diferentes
Há línguas de sinais indígenas e de vilarejos isolados consideradas diferentes da Libras, mas não foram estudadas no levantamento
3 - Historicidade da língua
Esta seção reúne informações sobre a presença histórica da língua de referência no território e sobre os principais marcos temporais relacionados à trajetória da comunidade linguística. O registro desses elementos permite compreender a continuidade, as transformações e os processos históricos associados ao uso da língua.
3.1 A língua é falada no território nacional há pelo menos três gerações?
Sim
3.2 Indique os marcos temporais que caracterizam a história da comunidade linguística
A fundação do Instituto Nacional de Surdos em 1855.
A fundação das diferentes associações de surdos que aconteceu em vários momentos a partir da década de 1950.
O estabelecimento de escolas de surdos em todo o país que aconteceu também a partir da década de 1950.
3.3 Observações sobre historicidade
É uma língua que é passada de geração em geração herdada pelos filhos quando os pais são surdos. No entanto, de modo geral, é uma língua herdada de uma geração de surdos para outras gerações fora do seio familiar, pois os surdos, normalmente são filhos de pais ouvintes que desconhecem a Libras. Assim, eles vão adquirir a Libras no seio da comunidade surda e nas escolas. Nos questionários e entrevistas, há relatos de surdos que contam a experiência de ter no contexto familiar o contato com a língua de sinais por meio de pais, avós e outros familiares surdos.
4 - Classificação Linguística
Esta seção apresenta a classificação linguística da língua de referência, incluindo sua inserção em troncos, famílias ou outros agrupamentos linguísticos, bem como suas relações com línguas geneticamente próximas ou de origem comum. Essas informações contribuem para a compreensão da posição da língua no conjunto das línguas existentes.
4.1 Tipo de língua
4.2 Línguas de origem
Língua de Sinais Francesa
4.3 Classificação linguística
Instituições que promovem a língua
12.1 Nome da instituição
Política de inclusão
12.2 Ações prejudiciais
O governo federal, por meio da SECADI, tem apoiado a política de inclusão, que compreende a inclusão de todos os alunos na escola. Como o caso dos alunos surdos envolve uma língua que não é a língua das práticas linguísticas da escola, os surdos acabam sendo incluídos em escolas que usam a Língua Portuguesa. Os projetos político-pedagógicos, na maioria das vezes, não compreendem uma escola bilíngue. A Libras, muitas vezes, é disponibilizada aos alunos surdos por meio de intérpretes de língua de sinais. A inclusão, portanto, acontece em escolas que usam a Língua Portuguesa e são organizadas a partir dessa língua, e os surdos são "incluídos" por meio da presença de intérpretes de língua de sinais.
12.3 Consequências
Esta política não compreende uma educação bilíngue, pois a língua da escola continua sendo a Língua Portuguesa. Como não há uma proposta bilíngue, os alunos surdos são matriculados em qualquer escola, sendo, portanto, isolados do contato com outros surdos. Como a língua é uma prática social, os surdos não contam com muitas oportunidades de interagir com seus pares surdos. A educação bilíngue prevê o agrupamento de surdos nas escolas, exatamente para garantir essa prática social linguística.
Os surdos, estando isolados nessas escolas, têm a interação com seus pares bastante prejudicada, e os resultados são muito sérios, impactando diretamente na qualidade da educação, bem como no desenvolvimento psicossocial dos alunos surdos. Os movimentos surdos, associados às produções acadêmicas, denunciam isso, mas a educação mantém essa diretriz por meio das políticas públicas que financiam a inclusão, não havendo nenhuma política com previsão orçamentária que favoreça a manutenção e o estabelecimento de escolas bilíngues para surdos.
Isso acontece à revelia de toda a legislação que prevê a educação bilíngue para os surdos, inclusive garantida no PNE de 2014, por meio da Meta 4, que prevê a educação bilíngue em escolas bilíngues, além de outros espaços, de 0 a 17 anos de idade.
Mais informações
6 - Situação político-jurídica
Esta seção registra o reconhecimento formal da língua de referência em instrumentos legais ou normativos, como processos de oficialização, patrimonialização ou regulamentação. As informações reunidas permitem identificar o status jurídico da língua e sua inserção em políticas públicas de proteção, valorização e promoção.
6.1 Oficialização
Sim
6.1.1 Nivel de Oficialização
6.1.2 Unidade Federativa da Oficialização
6.1.3 Lei de oficialização
Decreto municipal de cooficialização do talian em Serafina Corrêa/RS
6.1.5 Link para o documento de oficialização
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm | https://leismunicipais.com.br/a/es/v/vitoria/lei-ordinaria/2003/592/5917 | https://leismunicipais.com.br/a/mg/u/uberlandia/lei-ordinaria/2000/777/7762 | https://leismunicipais.com.br/a/pr/m/maringa/lei-ordinaria/1998/462/4614 | https://leismunicipais.com.br/a/rj/r/rio-de-janeiro/lei-ordinaria/1996/241/2401 | https://leismunicipais.com.br/a/rs/c/caxias-do-sul/lei-ordinaria/1997/462/4612 | https://leismunicipais.com.br/a/sp/s/sao-paulo/lei-ordinaria/2002/1331/13304
6.1.6 Observações sobre oficialização
O documento registra a lei nacional e numerosas leis municipais anteriores e posteriores a 2002
10 - Demais serviços públicos
10.1 Demais serviços públicos
Prefeitura
Grafias existentes


