Status do Processo de Reconhecimento
1.3 Língua do Inventário
Saiba mais sobre esta língua
Conheça a língua
2.1 Modalidade da língua
Oral-auditiva
Autodenominações
1.5 Autodenominações
Tisakisü
1.6 Observações sobre autodenominações
Tisakisü significa "nossa língua" ou "nossas palavras": tis-aki-sü, 1 ª.pessoa. plural. exclusiva-palavra
REL
Heterônimos
1.9 Denominação de ampla circulação
Kalapalo
Pessoas de Referência
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1.1 Identificação e Caracterização da Língua Referência - Nome da língua
Kalapalo
1.2 Projeto
1.3 Língua do Inventário
1.10 Observações sobre denominação de ampla circulação
"Kalapalo" é uma palavra de origem arawak, que significa "do outro lado" ou "da outra margem". Era originalmente utilizada pelos Mehinaku para se referir aos moradores da aldeia Asã Logogu e, ao passar a identificar todos os coletivos de pessoas relacionadas àquela localidade histórica, também passou a servir como heterônimo para a língua. Deve-se notar, porém, que o termo "Kalapalo" é largamente usado pela comunidade linguística como uma forma de autodenominação.
1.11 Denominação adotada neste formulário
Kalapalo
1.12 Justificativa da denominação adotada
É o nome mais amplamente utilizado pela comunidade linguística, pelos outros povos do Alto Xingu e pela comunidade de pesquisadores da área.
Esta seção registra a existência de línguas ou variedades relacionadas à língua de referência, bem como suas características sociolinguísticas, locais de uso e níveis de inteligibilidade. O objetivo é identificar diferenças, proximidades e relações entre formas linguísticas utilizadas pela comunidade ou por grupos associados.
5.2 Localidades ou regiões onde é falada
Região de Colonização Italiana do RS, Paraná (ex. Colombo, conforme depoimento)
5.3 A equipe possui dados sobre essa variedade
Sim
5.4 Classificação da variedade
Variedades internas identificadas na pesquisa, embora não explicitamente listadas no formulário
5.5 Identificação sociolinguística
diferenças regionais e locais entre falares de imigração italiana
5.6 Grau de inteligibilidade
Sim, com o italiano
5.7 Grau de percepção dos falantes
Diferenças percebidas mais no status da língua do que em sua formação; falantes frequentemente tratam talian e italiano como uma mesma língua
5.9 Diferenças estruturais entre línguas consideradas uma mesma Língua
O relatório aponta múltiplas formas de escrita e ausência de grafia unificada
5.10 Divergências na literatura sobre línguas consideradas línguas diferentes
Sim; o próprio relatório mostra que o talian às vezes é percebido pelos falantes como dialeto ou variedade não gramatical do italiano-padrão; também pode abrigar outras variedades do italiano (trentino, mantuano, bergamasco, tirolês, vêneto)
acesse imagens e vídeos da comunidade de referência
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3 - Historicidade da língua
Esta seção reúne informações sobre a presença histórica da língua de referência no território e sobre os principais marcos temporais relacionados à trajetória da comunidade linguística. O registro desses elementos permite compreender a continuidade, as transformações e os processos históricos associados ao uso da língua.
3.1 A língua é falada no território nacional há pelo menos três gerações?
Sim
3.2 Indique os marcos temporais que caracterizam a história da comunidade linguística
Circa sécs. XVI-XVII: habitação com ancestrais dos Nahukwa na aldeia Agahahütü, na região
do Lago Tahununu. Possível partilha de uma mesma língua pelos antepassados de ambos os
grupos.
Circa séc. XVII: mudança do Lago Tahununu para as aldeias de Amagü (alto rio Buritizal) e
Akuku (confluência do rio Tanguro com o rio Culuene). Possível início da separação entre as
línguas Kalapalo e Nahukwa.
Circa sécs. XVII-XVIII: mudança da aldeia Amagü para Kuapügü. Este é o local considerado
como "ponto zero" da identidade coletiva Kalapalo. Os Nahukwa seguiram outro movimento
migratório, e possivelmente a mudança para Kuapügü marca um distanciamento ainda maior
entre as línguas Ka lapalo e Nahukwa.
Séc. XVlll-1963: longa permanência na região de Kuapügü, em diversas aldeias.
1946: abertura da aldeia Kahindzu ("Barranco de Jakui"), ao lado de um posto da Expedição
Roncador-Xingu.
1963: mudança forçada para Aiha, com a criação do Parque Indígena do Xingu.
Início dos anos 1980: abertura da aldeia Tanguro, dando início à reocupação, pelos Kalapalo,
de suas áreas tradicionais de habitação.
3.3 Observações sobre historicidade
Os Kalapalo, como os outros povos falantes de línguas karib do Alto Xingu, ocupam a região do Alto Xingu há mais de 3 séculos.
4 - Classificação Linguística
Esta seção apresenta a classificação linguística da língua de referência, incluindo sua inserção em troncos, famílias ou outros agrupamentos linguísticos, bem como suas relações com línguas geneticamente próximas ou de origem comum. Essas informações contribuem para a compreensão da posição da língua no conjunto das línguas existentes.
4.1 Tipo de língua
4.3 Classificação linguística
4.6 Família linguística
4.6 Listar as línguas geneticamente mais próximas
Kuikuro, Matipu, Nahukwa
4.7 Observações gerais
Do ponto de vista
estritamente linguístico, t rata-se de
variedades (dialetos) da LKAX (Língua Karib
do Alto Xingu).
Escolas no território
9.1.4 Descreva a escola
Local
Aldeia Aiha
Níveis contemplados
Ensino Fundamental
Possui educação intercultural, bilíngue ou diferenciada?
Sim
Língua de Alfabetização
Português | Língua de Referência
Língua de Instrução
A língua de referência é usada na instrução escolar
Observações (Ensino da língua como disciplina)
Há um projeto de alfabetização nas duas línguas, kalapalo e português. Todas as aulas são ministradas em kalapalo, mas os materiais didáticos disponíveis atualmente são todos em português. Ver o arquivo "Gráficos das Escolas nas Aldeias" inluido no DVD "INDL- Kuikuiro, Kalapalo, Nahukwa e Matipu".
Local
Aldeia Ngahünga
Níveis contemplados
Ensino Fundamental
Possui educação intercultural, bilíngue ou diferenciada?
Sim
Língua de Alfabetização
Português | Língua de Referência
Língua de Instrução
A língua de referência é usada na instrução escolar
Observações (Ensino da língua como disciplina)
Não obtivemos nenhuma informação atualizada sobre a pequena escola Matipu da aldeia Ngahünga (número de alunos, etnias, etc.
9.1 Escolas
9.1.1. Há professores que falam a língua de referência?
sim, todos ou a grande maioria
9.1.2 Há Materiais didática na e sobre a língua de referência ?
sim, mas existem ainda muito poucos e/ou de baixa qualidade
9.1.3 Observações (professores e materiais didáticos)
Os materiais disponíveis na língua de referência, além de serem poucos, são pouco utilizados na escola. Há uma predominância de materiais em português, os mesmos distribuídos na rede pública (não indígena) de ensino do estado de Mato Grosso.
9.1.5 Indique a situação atual da promoção da língua no contexto escolar
Favorável à promoção do uso da língua de referência na escola
9.1.6 Justificativa e caracterização das situações desfavoráveis para a promoção da língua no contexto escolar
No caso Kalapalo, a situação é favorável já que as aulas são todas ministradas na própria língua é há um projeto, atualmente, de incluir no currículo escolar aulas que sejam ministradas por especialistas tradicionais (mestres de histórias e cantos, artesãos, mestres de luta, etc), dentro do Projeto Mais Educação do governo federal.
Instituições que promovem a língua
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12.1 Nome da instituição
Igreja Universal do Reino de Deus | JOCUM – Jovens com Uma Missão
12.2 Ações prejudiciais
Catequização
12.3 Consequências
Atualmente, todos os Kalapalo que residem em Canarana frequentam cultos religiosos dessa ou de outras igrejas pentecostais locais.
A missão evangélica atua nas cidades de Canarana e Gaúcha do Norte, recebendo e remunerando indígenas com a finalidade de traduzir a bíblia e textos evangélicos para a língua indígena.
Além disso, interfere na educação escolar indígena junto à Secretaria Municipal de Educação de Gaúcha do Norte para a produção de cartilhas de alfabetização, envolvendo professores indígenas.
Bibliografia sobre/na língua
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Mais informações
6 - Situação político-jurídica
Esta seção registra o reconhecimento formal da língua de referência em instrumentos legais ou normativos, como processos de oficialização, patrimonialização ou regulamentação. As informações reunidas permitem identificar o status jurídico da língua e sua inserção em políticas públicas de proteção, valorização e promoção.
6.1 Oficialização
Língua não-oficial
6.2 Patrimonialização
Língua sem reconhecimento patrimonial
10 - Demais serviços públicos
10.1 Demais serviços públicos
Saúde
10.2 Observações
A aldeia possui uma Unidade Básica de Saúde com dois
Agentes Indígenas de Saúde e um Técnico de Enfermagem indígena, todos membros da comunidade de referência e falantes da língua de referência. Os enfermeiros e médicos que realizam atendimentos
eventuais na aldeia são não indígenas, falantes de português ou espanhol (no caso dos médicos cubanos do programa Mais Médicos do Governo Federal).





