Status do Processo de Reconhecimento
1.3 Língua do Inventário
Saiba mais sobre esta língua
Conheça a língua
2.1 Modalidade da língua
Oral-auditiva
Autodenominações
1.5 Autodenominações
Tisakisü
1.6 Observações sobre autodenominações
Tisakisü significa "nossa língua" ou "nossas palavras": tis-aki-sü, 1 ª.pessoa. plural. exclusiva-palavra
REL
Heterônimos
1.9 Denominação de ampla circulação
Matipu

Esta seção registra a existência de línguas ou variedades relacionadas à língua de referência, bem como suas características sociolinguísticas, locais de uso e níveis de inteligibilidade. O objetivo é identificar diferenças, proximidades e relações entre formas linguísticas utilizadas pela comunidade ou por grupos associados.
Acesse imagens e vídeos da língua de referência
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Acesse a página Aplicação do questionário – Língua Matipu Registro em vídeo de aplicação do questionário – língua matipu.
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Acesse a página Ljali Kuegu Tikugi – Língua Matipu Registro em vídeo de ljali kuegu tikugi – língua matipu.
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Acesse a página Registros fotográficos de aldeias e paisagens da aldeia Ngahünga Conjunto de registros fotográficos de aldeias, paisagens e aspectos territoriais associados à aldeia Ngahünga, do povo Matipu. -
Acesse a página Registros de gravação da pesquisa na aldeia Ngahünga Registros fotográficos de atividades de gravação realizadas durante a pesquisa na aldeia Ngahünga. -
Acesse a página Aplicação de questionário sociolinguístico na aldeia Ngahünga Registros fotográficos de aplicação de questionário sociolinguístico com participantes da aldeia Ngahünga. -
Acesse a página Cotidiano na aldeia Ngahünga Registros fotográficos de cenas cotidianas, convivência e atividades comunitárias na aldeia Ngahünga. -
Acesse a página Tradições e práticas culturais da aldeia Ngahünga Registros fotográficos de tradições, práticas culturais e atividades comunitárias associadas ao povo Matipu na aldeia Ngahünga. -
Acesse a página Atividades de escrita na aldeia Ngahünga Registros fotográficos de atividades de escrita realizadas por participantes da aldeia Ngahünga.
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3 - Historicidade da língua
Esta seção reúne informações sobre a presença histórica da língua de referência no território e sobre os principais marcos temporais relacionados à trajetória da comunidade linguística. O registro desses elementos permite compreender a continuidade, as transformações e os processos históricos associados ao uso da língua.
3.1 A língua é falada no território nacional há pelo menos três gerações?
Sim
Marcos temporais
3.2 Indique os marcos temporais que caracterizam a história da comunidade linguística
Circa séculos XVII–XVIII: habitação dos antepassados dos Matipu-Uagihütü com os antepassados dos Kuikuro na aldeia (ou complexo de aldeias) Oti, no alto rio Buriti (Mirassol). Primeiros contatos (diretos e indiretos) com os invasores bandeirantes e início das epidemias de doenças infectocontagiosas. Em época anterior, havia uma origem comum das línguas karib do Alto Xingu, com divisão que originou Kuikuro e Uagihütü, de um lado, e Jagamü-Nahukwa e Kalapalo, do outro.
Circa século XVIII: mudança dos Kuikuro de Oti para Kuhikugu, formação do grupo autônomo Kuikuro e separação entre as línguas Uagihütü e Kuikuro. Os Uagihütü permanecem em Oti. Inicia-se um processo de rápida depopulação decorrente de doenças infectocontagiosas.
Século XIX: fusão entre os sobreviventes Matipu-Uagihütü e Jagamü-Nahukwa na aldeia de Magijape, onde foram encontrados por Karl von den Steinen no final do século. A variedade Uagihütü sucumbe ao Jagamü-Nahukwa, que se torna dominante. Sobrevive apenas uma família propriamente Uagihütü, falante do chamado “Matipu antigo”.
1946: chegada da Expedição Roncador-Xingu, liderada pelos irmãos Villas Boas.
1964: mudança forçada para Ahangitahagü (antiga aldeia Jagamü-Nahukwa) após devastadora epidemia de sarampo, no contexto da criação do Parque Indígena do Xingu.
Anos 1970: retomada do crescimento populacional e separação entre os descendentes dos grupos Matipu-Uagihütü e Jagamü-Nahukwa, resultando na nova formação de grupos etnicamente distintos.
Período posterior aos anos 1970: apenas os descendentes Uagihütü de uma família mantêm a variedade conhecida como “Matipu antigo”, construindo uma aldeia (Itagü ou Buritizal) no alto rio Buriti (Mirassol). Os grupos que atualmente se identificam como Matipu, nas demais aldeias — sendo a principal Ngahüngü — falam uma variedade muito pouco distinta da variedade Nahukwa.
3.3 Observações sobre historicidade
Os Matipu, como os outros povos falantes de línguas karib do Alto Xingu, ocupam a região do Alto Xingu há mais de 3 séculos.
4 - Classificação Linguística
Esta seção apresenta a classificação linguística da língua de referência, incluindo sua inserção em troncos, famílias ou outros agrupamentos linguísticos, bem como suas relações com línguas geneticamente próximas ou de origem comum. Essas informações contribuem para a compreensão da posição da língua no conjunto das línguas existentes.
4.1 Tipo de língua
4.3 Classificação linguística
4.6 Família linguística
4.6 Listar as línguas geneticamente mais próximas
Kuikuro, Matipu, Nahukwa
4.7 Observações gerais
Do ponto de vista
estritamente linguístico, t rata-se de
variedades (dialetos) da LKAX (Língua Karib
do Alto Xingu).

Escolas no território
9.1.1. Há professores que falam a língua de referência?
sim, todos ou a grande maioria
9.1.2 Há Materiais didática na e sobre a língua de referência ?
sim, mas existem ainda muito poucos e/ou de baixa qualidade
9.1.3 Observações (professores e materiais didáticos)
Os materiais disponíveis na língua de referência, além de serem poucos, são pouco utilizados na escola. Há uma predominância de materiais em português, os mesmos distribuídos na rede pública(não indígena) de ensino do estado de Mato Grosso.
9.1.5 Indique a situação atual da promoção da língua no contexto escolar
Favorável à promoção do uso da língua de referência na escola em algumas escolas
9.1.6 Justificativa e caracterização das situações desfavoráveis para a promoção da língua no contexto escolar
No caso Matipu, a situação é favorável já que as aulas são todas ministradas na própria língua é há um projeto, atualmente, de incluir no currículo escolar aulas que sejam ministradas por especialistas tradicionais (mestres de histórias e cantos, artesãos, mestres de luta, etc), dentro do Projeto Mais Educação do governo federal.
Instituições
12.1 Nome da instituição
Igreja Universal do Reino de Deus | JOCUM – Jovens com Uma Missão
12.2 Ações prejudiciais
Catequização
12.3 Consequências
Atualmente, alguns Matipu que residem em Canarana frequentam cultos religiosos dessa ou de outras igrejas pentecostais locais.
A missão evangélica atua nas cidades de Canarana e Gaúcha do Norte, recebendo e remunerando indígenas com a finalidade de traduzir a bíblia e textos evangélicos para a língua indígena.
Além disso, interfere na educação escolar indígena junto à Secretaria Municipal de Educação de Gaúcha do Norte para a produção de cartilhas de alfabetização, envolvendo professores indígenas.
Bibliografia sobre/na língua
Mais informações
6 - Situação político-jurídica
Esta seção registra o reconhecimento formal da língua de referência em instrumentos legais ou normativos, como processos de oficialização, patrimonialização ou regulamentação. As informações reunidas permitem identificar o status jurídico da língua e sua inserção em políticas públicas de proteção, valorização e promoção.
6.1 Oficialização
Língua não-oficial
6.2 Patrimonialização
Língua sem reconhecimento patrimonial
10 - Demais serviços públicos
10.1 Demais serviços públicos
Saúde
10.2 Observações
Na aldeia há Agentes Indígenas de Saúde, todos membros da comunidade de referência e falantes da língua de referência. Os enfermeiros e médicos que realizam atendimentos eventuais na aldeia são não indígenas, falantes de português ou espanhol (no caso dos médicos cubanos do programa Mais Médicos do Governo Federal).





