Status do Processo de Reconhecimento
1.3 Língua do Inventário
Saiba mais sobre esta língua
Conheça a língua
2.1 Modalidade da língua
Oral-auditiva
Autodenominações
1.5 Autodenominações
Tisakisü
1.6 Observações sobre autodenominações
Tisakisü significa "nossa língua" ou "nossas palavras": tis-aki-sü, 1 ª.pessoa. plural. exclusiva-palavra
REL
Heterônimos
1.9 Denominação de ampla circulação
Nahukwa
Pessoas de Referência
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1.1 Identificação e Caracterização da Língua Referência - Nome da língua
Nahukwa
1.2 Projeto
1.3 Língua do Inventário
1.10 Observações sobre denominação de ampla circulação
Nahukwa vem de Anahukwa (em outra grafia, Anahukuá), nome originário dado pelos Mehinaku (povo alto-xinguano de língua arawak) a todos os grupos karib, provavelmente a partir do nome Angahuku, dado ao atual rio Buriti (ou Mirassol), já que era no alto e médio curso deste que se concentravam, originalmente, os Jagamü ótomo.
O primeiro kagaiha (Branco) a usar o termo “Nahukuá” foi o etnólogo alemão Karl von den Steinen, que visitou o Alto Xingu no final do século XIX. Steinen deixou claro, contudo, que estava usando esse termo para se referir a todos os grupos karib alto-xinguanos, consciente de que era um rótulo genérico para povos que se autodenominavam de outras maneiras.
Há uma questão sabidamente complexa que deve ser considerada e que concerne às denominações (etnônimos e heterônimos) e auto-denominações (auto-etnônimos). No Alto Xingu não existem, originalmente, nem “nomes de etnias/povos” nem “nomes de aldeias”. Estes resultam, na maioria dos casos, de (re)interpretações de nomes dados por outros grupos e então fixados em documentos escritos por viajantes, pesquisadores (não-indígenas) e agentes do Estado.
Os alto-xinguanos nomeiam lugares, ou seja, atribuem topônimos, dos quais derivam os nomes de grupos locais. Os Karib alto-xinguanos (falantes da LKAX) usam a expressão X ótomo, oto-mo, dono/mestre-PL, “os donos/mestres do lugar X”. Ótomo pode denotar um grupo local/aldeia ou mais grupos locais/aldeias que gravitam em torno de uma aldeia central ou principal.
As denominações dadas pelos estrangeiros se tornaram de uso corriqueiro na comunicação entre indígenas e não-indígenas até serem adotadas e fixadas em documentos (certidões de nascimento, carteiras de identidade, fichas médicas etc.), tornando-se sobrenomes e assim incorporadas ao uso por parte das novas gerações indígenas. Não poucas vezes, tal “sobrenome” é fruto de um equívoco. Um exemplo é o nome Kaman Nahukwa: de fato Kaman é Uagihütü, mas foi rotulado como Nahukwa quando habitava em uma aldeia considerada, na época, como Nahukwa.
1.11 Denominação adotada neste formulário
Nahukwa
1.12 Justificativa da denominação adotada
É o nome mais amplamente utilizado pela
comunidade linguística, pelos outros povos do
Alto Xingu e pela comunidade de
pesquisadores da área.
Esta seção registra a existência de línguas ou variedades relacionadas à língua de referência, bem como suas características sociolinguísticas, locais de uso e níveis de inteligibilidade. O objetivo é identificar diferenças, proximidades e relações entre formas linguísticas utilizadas pela comunidade ou por grupos associados.
5.1 Denominação da variedade ou língua
variedades internas não explicitamente nomeadas no relatório
5.2 Localidades ou regiões onde é falada
Região de Colonização Italiana do RS, Paraná (ex. Colombo, conforme depoimento)
5.3 A equipe possui dados sobre essa variedade
Sim
5.4 Classificação da variedade
Variedades internas identificadas na pesquisa, embora não explicitamente listadas no formulário
5.5 Identificação sociolinguística
diferenças regionais e locais entre falares de imigração italiana
5.6 Grau de inteligibilidade
Sim, com o italiano
5.7 Grau de percepção dos falantes
Diferenças percebidas mais no status da língua do que em sua formação; falantes frequentemente tratam talian e italiano como uma mesma língua
5.9 Diferenças estruturais entre línguas consideradas uma mesma Língua
O relatório aponta múltiplas formas de escrita e ausência de grafia unificada
5.10 Divergências na literatura sobre línguas consideradas línguas diferentes
Sim; o próprio relatório mostra que o talian às vezes é percebido pelos falantes como dialeto ou variedade não gramatical do italiano-padrão; também pode abrigar outras variedades do italiano (trentino, mantuano, bergamasco, tirolês, vêneto)
acesse imagens e vídeos da comunidade de referência
3 - Historicidade da língua
Esta seção reúne informações sobre a presença histórica da língua de referência no território e sobre os principais marcos temporais relacionados à trajetória da comunidade linguística. O registro desses elementos permite compreender a continuidade, as transformações e os processos históricos associados ao uso da língua.
3.1 A língua é falada no território nacional há pelo menos três gerações?
Sim
Marcos temporais
3.2 Indique os marcos temporais que caracterizam a história da comunidade linguística
Circa séculos XVI–XVII: habitação dos antepassados Nahukwa com os antepassados Kalapalo na aldeia Agahahütü, na região do lago Tahununu. Possível partilha de uma mesma língua pelos antepassados de ambos os grupos. Os Nahukwa consideram Jagamü como etnônimo de auto-denominação.
Circa século XVII: mudança do lago Tahununu para as aldeias de Amagü (alto rio Buritizal) e Akuku (confluência do rio Tanguro com o rio Culuene). Possível início da separação entre as línguas Kalapalo e Nahukwa.
Circa séculos XVII–XVIII: mudança dos Kalapalo para Kuapügü marca o distanciamento entre as línguas/variedades Kalapalo e Nahukwa. Processo rápido de depopulação decorrente de doenças infectocontagiosas.
Século XIX: fusão entre os descendentes Nahukwa-Jagamü e Matipu-Uagihütü na aldeia Magijape. A variedade Nahukwa passa a predominar sobre o Matipu-Uagihütü.
1946: chegada da Expedição Roncador-Xingu, liderada pelos irmãos Villas Boas.
Anos 1970: retomada do crescimento populacional e separação entre os descendentes dos grupos Matipu-Uagihütü e Jagamü-Nahukwa, resultando na nova formação de grupos etnicamente distintos.
3.3 Observações sobre historicidade
Os Nahukwa, como os outros povos falantes de línguas karib do Alto Xingu, ocupam a região do Alto Xingu há mais de 3 séculos.
4 - Classificação Linguística
Esta seção apresenta a classificação linguística da língua de referência, incluindo sua inserção em troncos, famílias ou outros agrupamentos linguísticos, bem como suas relações com línguas geneticamente próximas ou de origem comum. Essas informações contribuem para a compreensão da posição da língua no conjunto das línguas existentes.
4.1 Tipo de língua
4.3 Classificação linguística
4.6 Família linguística
4.6 Listar as línguas geneticamente mais próximas
Kuikuro, Matipu, Nahukwa
4.7 Observações gerais
Do ponto de vista
estritamente linguístico, t rata-se de
variedades (dialetos) da LKAX (Língua Karib
do Alto Xingu).
Instituições que promovem a língua
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12.1 Nome da instituição
Igreja Universal do Reino de Deus | JOCUM – Jovens com Uma Missão
12.2 Ações prejudiciais
Catequização
12.3 Consequências
Atualmente, alguns Nahukwa que residem em Canarana frequentam cultos religiosos dessa ou de outras igrejas pentecostais locais.
A missão evangélica atua nas cidades de Canarana e Gaúcha do Norte, recebendo e remunerando indígenas com a finalidade de traduzir a bíblia e textos evangélicos para a língua indígena.
Além disso, interfere na educação escolar indígena junto à Secretaria Municipal de Educação de Gaúcha do Norte para a produção de cartilhas de alfabetização, envolvendo professores indígenas.
Bibliografia sobre/na língua
Mais informações
6 - Situação político-jurídica
Esta seção registra o reconhecimento formal da língua de referência em instrumentos legais ou normativos, como processos de oficialização, patrimonialização ou regulamentação. As informações reunidas permitem identificar o status jurídico da língua e sua inserção em políticas públicas de proteção, valorização e promoção.
6.1 Oficialização
Sim
6.2 Patrimonialização
Língua sem reconhecimento patrimonial
10 - Demais serviços públicos
10.1 Demais serviços públicos
Saúde
10.2 Observações
Na aldeia há Agentes Indígenas de Saúde, todos membros da comunidade de referência e falantes da língua de referência. Os enfermeiros e médicos que realizam atendimentos eventuais na aldeia são não indígenas, falantes de português ou espanhol (no caso dos médicos cubanos do programa Mais Médicos do Governo Federal).





