Status do Processo de Reconhecimento
1.3 Língua do Inventário
Saiba mais sobre esta língua
Escute essa língua
1.4 Léxicos e Listas de Palavras
Autodenominações
1.5 Autodenominações
Sakurabiat
1.6 Observações sobre autodenominações
Significa literalmente 'o grupo dos macacos-prego' (sakurap + iat); é um dos subgrupos/clãs da etnia; grafia segue o alfabeto descrito em Galucio (2006); outras grafias: Sakyrabiar, Sakirabiá
Heterônimos
1.7 Heterônimos
Mekens
1.8 Observações sobre heterônimos
Na literatura acadêmica Mekens designa a língua e o grupo Sakurabiat; foi denominação geral atribuída a diferentes grupos indígenas da região do rio Mequens
1.9 Denominação de ampla circulação
Sakurabiat

1.1 Identificação e Caracterização da Língua Referência - Nome da língua
Sakurabiat
1.2 Projeto
1.4 Léxicos e Listas de Palavras
1.10 Observações sobre denominação de ampla circulação
Atualmente é autodenominação da etnia e da língua; amplamente difundida a partir dos trabalhos de Galucio (2006)
1.11 Denominação adotada neste formulário
Sakurabiat
1.12 Justificativa da denominação adotada
Autodenominação corrente, amplamente difundida; a ortografia defendida em Galucio (2006) é adotada na comunidade
Esta seção registra a existência de línguas ou variedades relacionadas à língua de referência, bem como suas características sociolinguísticas, locais de uso e níveis de inteligibilidade. O objetivo é identificar diferenças, proximidades e relações entre formas linguísticas utilizadas pela comunidade ou por grupos associados.
5.1 Denominação da variedade ou língua
Variedade Sakurabiat / língua Sakurabiat, Variedade Guaratira / língua Sakurabiat, Variedade Siokweriat ou Kampé / língua Sakurabiat
5.2 Localidades ou regiões onde é falada
TI Rio Mequéns (aldeias 90/Aipere Koopi, Kwai e Baixa Verde), TI Rio Mequéns (aldeias Baixa Verde e Soopipari), TI Rio Branco (último falante pleno durante o levantamento)
5.3 A equipe possui dados sobre essa variedade
Sim
5.4 Classificação da variedade
Mesma língua com relação à língua de referência
5.5 Identificação sociolinguística
segmento social / subgrupos Sakurabiat, Korategayat e Taapiroyat, segmento social / subgrupo Guaratira, segmento social / subgrupo Siokweriat
5.6 Grau de inteligibilidade
1 - totalmente inteligível com a língua de referência
5.7 Grau de percepção dos falantes
2-Falantes reconhecem diferenças mais perceptíveis de sotaque, léxico e gramática (ex. português do Brasil e português de Portugal)
5.8 Observações sobre variedades linguísticas
A variedade Sakurabiat foi historicamente majoritária; a Guaratira tornou-se atualmente a mais falada; Siokweriat/Kampé contava com um único falante pleno durante o levantamento
5.9 Diferenças estruturais entre línguas consideradas uma mesma Língua
A variedade Sakurabiat foi historicamente majoritária; a Guaratira tornou-se atualmente a mais falada; Siokweriat/Kampé contava com um único falante pleno durante o levantamento
5.10 Divergências na literatura sobre línguas consideradas línguas diferentes
Há menção recente à 'língua Kampé', mas até o relatório não havia estudo técnico publicado que justificasse tratá-la como língua diferente da Sakurabiat
5.11 Documentação da pesquisa sobre línguas e variedades
acesse imagens e vídeos da comunidade de referência
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Acesse a página Relato pessoal em língua Sakurabiat Registro de relato pessoal em língua sakurabiat.
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Acesse a página Assembleia de anuência para o INDL da língua Sakurabiat Registro em vídeo de assembleia de anuência para o indl da língua sakurabiat.
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Acesse a página Cartazes escolares em língua Sakurabiat Fotografias de cartazes escolares com palavras ou conteúdos relacionados à língua Sakurabiat, expostos no ambiente escolar. -
Acesse a página Cartaz em língua Sakurabiat na escola da aldeia Baixa Verde Fotografia de cartaz produzido ou exposto na escola da aldeia Baixa Verde, relacionado ao uso escrito da língua Sakurabiat. -
Acesse a página Oficinas de escrita da língua Sakurabiat nas aldeias Mariano e Baixa Verde Fotografias de atividades de oficina de escrita da língua Sakurabiat realizadas nas aldeias Mariano e Baixa Verde, associadas à aprendizagem da grafia e ao uso escolar da língua. -
Acesse a página Oficina de escrita da língua Sakurabiat na aldeia Baixa Verde Fotografia de atividade de escrita da língua Sakurabiat na aldeia Baixa Verde, relacionada ao ensino da grafia e ao uso da língua na escola indígena. -
Acesse a página Aldeia Baixa Verde na Terra Indígena Rio Mequéns Fotografia da aldeia Baixa Verde, uma das localidades Sakurabiat situadas na Terra Indígena Rio Mequéns. -
Acesse a página Aldeia 90 / Aipere Koopi na Terra Indígena Rio Mequéns Fotografia da aldeia 90, atualmente renomeada para Aipere Koopi, uma das localidades Sakurabiat da Terra Indígena Rio Mequéns. -
Acesse a página Reunião e assembleia de moradores Sakurabiat Fotografias de reunião comunitária na aldeia Baixa Verde e assembleia de residentes da Terra Indígena Rio Mequéns, associadas ao processo de apresentação do INDL, anuência e demandas da comunidade. -
Acesse a página Residentes da aldeia Soopipari Fotografia de residentes da aldeia Soopipari, uma das localidades Sakurabiat na Terra Indígena Rio Mequéns. -
Acesse a página Oficina de artesanato tradicional na aldeia Baixa Verde Fotografias de oficina de artesanato tradicional na aldeia Baixa Verde, atividade vinculada ao processo de resgate linguístico e cultural Sakurabiat.
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Acesse a página Relato pessoal em língua Sakurabiat Registro de relato pessoal em língua sakurabiat. -
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Acesse a página Cartazes escolares em língua Sakurabiat Fotografias de cartazes escolares com palavras ou conteúdos relacionados à língua Sakurabiat, expostos no ambiente escolar. -
Acesse a página Cartaz em língua Sakurabiat na escola da aldeia Baixa Verde Fotografia de cartaz produzido ou exposto na escola da aldeia Baixa Verde, relacionado ao uso escrito da língua Sakurabiat. -
Acesse a página Oficinas de escrita da língua Sakurabiat nas aldeias Mariano e Baixa Verde Fotografias de atividades de oficina de escrita da língua Sakurabiat realizadas nas aldeias Mariano e Baixa Verde, associadas à aprendizagem da grafia e ao uso escolar da língua. -
Acesse a página Oficina de escrita da língua Sakurabiat na aldeia Baixa Verde Fotografia de atividade de escrita da língua Sakurabiat na aldeia Baixa Verde, relacionada ao ensino da grafia e ao uso da língua na escola indígena. -
Acesse a página Aldeia Baixa Verde na Terra Indígena Rio Mequéns Fotografia da aldeia Baixa Verde, uma das localidades Sakurabiat situadas na Terra Indígena Rio Mequéns. -
Acesse a página Aldeia 90 / Aipere Koopi na Terra Indígena Rio Mequéns Fotografia da aldeia 90, atualmente renomeada para Aipere Koopi, uma das localidades Sakurabiat da Terra Indígena Rio Mequéns. -
Acesse a página Reunião e assembleia de moradores Sakurabiat Fotografias de reunião comunitária na aldeia Baixa Verde e assembleia de residentes da Terra Indígena Rio Mequéns, associadas ao processo de apresentação do INDL, anuência e demandas da comunidade. -
Acesse a página Residentes da aldeia Soopipari Fotografia de residentes da aldeia Soopipari, uma das localidades Sakurabiat na Terra Indígena Rio Mequéns. -
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Escolas no território
9.1 Escolas
9.1.1. Há professores que falam a língua de referência?
não
9.1.2 Há Materiais didática na e sobre a língua de referência ?
sim, mas existem ainda muito poucos e/ou de baixa qualidade
9.1.3 Observações (professores e materiais didáticos)
A respeito da educação escolar indígena na comunidade, houve uma tentativa de implantar o ensino da língua indígena na escola, que funcionava na aldeia 90, no ano de 2004; as aulas seriam ministradas pelo então professor indígena Olimpio Sakyrabiar; mas por motivos diversos a escola indígena foi desativada e as aulas interrompidas. Desde então não existe escola funcionando na aldeia 90 ou na aldeia Mariano (desmembrada da aldeia 90, nos últimos cinco anos).
Em um dos períodos em que houve educação escolar nas aldeias Sakurabiat (mais ou menos entre 1994-1996, antes da separação em várias aldeias) não havia espaço físico destinado à realização das atividades escolares; as aulas eram ministradas pela esposa do cacique, que utilizava a cozinha de sua casa – equipada com um quadro e algumas cadeiras – para alfabetizar, em português, seus filhos e outras crianças da comunidade.
A instabilidade da educação escolar Sakurabiat perdura até os dias atuais.
Durante o levantamento em campo, identificamos que havia dois espaços físicos destinados à escola – na aldeia Mariano e na aldeia Baixa Verde. Porém, somente na aldeia Baixa Verde, a escola funciona. Há uma professora indígena (Silvana Guaratira) contratada pela Secretaria de Estado de Educação de Rondônia (SEDUC/RO), que ministra aulas regulares para as séries infantis e primeiras séries do ensino fundamental. A escola se chama Escola de Ensino Fundamental Aipere. A professora ministra aulas para alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental em uma classe multisseriada. Em julho de 2019 havia quatro alunos matriculados.
Apesar dessa limitação com referência à escola, existe um processo de resgate cultural e linguístico, iniciado pelos Sakurabiat há cerca de 05 anos e impulsionado pela participação de três jovens adultos que realizaram o curso de formação de professores indígenas de Rondônia, concluído em 2019 (III Etapa do Projeto Açaí, desenvolvido pela Coordenação Geral do Núcleo de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO). Os professores formados pelo curso recebem habilitação para lecionar nas séries iniciais do ensino fundamental. Porém, como informado anteriormente, apenas uma professora atua efetivamente como professora na T.I. Rio Mequens.
Com relação a materiais didáticos na e sobre a língua Sakurabiat, todos os materiais existentes são produtos da pesquisa de longo prazo que vem sendo realizada por Ana Vilacy Galucio, porém no momento deste levantamento, não existia nenhum material didático pensado especificamente para uso na escola indígena em funcionamento na T.I. Rio Mequens.
- O primeiro material foi produzido em 2004, em conjunto com Olimpio Sakyrabiar, foi elaborado o primeiro material para o ensino da língua (GALÚCIO; FERREIRA SAKYRABIAR, 2004). Esse material foi o resultado das experiências de aulas de alfabetização na língua indígena realizadas por Galúcio (entre 1996 e 1998), como parte do projeto de alfabetização em línguas indígenas, desenvolvido pelo setor de linguística do Museu Paraense Emílio Goeldi em parceria com a Norwegian Rainforest Foundation. O projeto abarcava outras línguas indígenas de Rondônia e tinha como objetivo alfabetizar em língua materna falantes fluentes de línguas indígenas.
A metodologia usada na cartilha de alfabetização seguiu a metodologia de ensino da língua Sakurabiat como língua materna (LM). A ortografia indígena utilizada no projeto foi elaborada por Galúcio e testada pela pesquisadora durante as aulas de alfabetização. Essa cartilha ainda é usada atualmente, como material de apoio ao ensino-aprendizagem da língua sakurabiat na escola indígena.
- em 2006, foi publicada a coletânea de narrativas tradicionais Sakurabiat (GALUCIO, A. V. Narrativas Tradicionais Sakurabiat: Mayãp Ebõ. Belém: MPEG, 2006.). Esse livro, disponibilizado para todas as famílias Sakurabiat, contém 25 narrativas escritas em Sakurabiat, traduzidas para o Portugues e conta com um suporte em CDRom com a narração oral e acompanhamento do texto escrito. Esse material tem sido usado como material paradidático na escola.
- Durante a reunião para a anuência do levantamento do INDL, em julho de 2017, a comunidade solicitou novo material didático para apoiar o ensino da língua, dentro e fora da escola. A assistente de pesquisa Carla Costa aceitou o desafio e apresentou uma proposta de material didático para ensino da língua, como resultado de seu curso de Mestrado (2018-2020), na Universidade Federal do Pará: COSTA, C. D. N.. Proposta de material didático para a língua Sakurabiat. 2020. 171 f. : il. color. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Letras, Instituto de Letras e Comunicação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2020.
Esse Material foi elaborado a partir de pesquisa com os três professores indígenas formados pelo curso Açaí, que apresentaram suas expectativas e demandas para o material considerando sua experiência com a língua; três falantes plenos da língua três falantes da língua, todos adultos acima de 50 anos de idade, que auxiliaram especialmente na revisão do material; outros membros adultos da comunidade (incluindo mães/pais com filhos na escola indígena) que participaram desta pesquisa apresentando suas demandas e expectativas a respeito do material didático.
A partir da pesquisa realizada, Costa (2020) definiu o modelo de usuário do material didático, como sendo os alunos da escola indígena (crianças entre 5 a 9 anos), os adultos, especialmente os professores maiores de 20 anos de idade, mas também os demais adultos nessa faixa etária. Ambos compartilham a língua portuguesa como primeira língua aprendida na infância, caracterizando Sakurabiat como segunda língua (L2) em relação a sua aprendizagem na comunidade.
O livro contém duas versões: a versão do aluno, em que há as unidades e atividades a serem realizadas; e a versão do professor, constituída pelas unidades, atividades respondidas e direcionamentos sobre como conduzir as atividades propostas. Os professores são orientados a desenvolverem atividades de pesquisa com os anciões da comunidade para que situações de interação na língua indígena ocorra.
Este Material ficou pronto no 1º semestre de 2020, mas em decorrência da pandemia ocasionada pelo Cobid-19 não foi possível ainda levar para ser usado pela comunidade na T.I. Rio Mequens.
9.1.5 Indique a situação atual da promoção da língua no contexto escolar
Favorável à promoção do uso da língua de referência na escola
Instituições que promovem a língua
Bibliografia sobre/na língua
Mais Informações
6 - Situação político-jurídica
Esta seção registra o reconhecimento formal da língua de referência em instrumentos legais ou normativos, como processos de oficialização, patrimonialização ou regulamentação. As informações reunidas permitem identificar o status jurídico da língua e sua inserção em políticas públicas de proteção, valorização e promoção.
6.1 Oficialização
Não
6.2 Patrimonialização
Não
Grafias existentes





